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15 anos depois, Goleiro Bruno traz revelação sobre Eliza Samudio

O ex-goleiro Bruno Fernandes, conhecido por sua carreira no futebol brasileiro, voltou a ser centro de polêmicas ao conceder uma entrevista recente em um podcast, onde abordou o caso do desaparecimento e assassinato de Eliza Samudio, ocorrido em 2010. Na conversa, gravada no início de fevereiro de 2026, Bruno afirmou desconhecer o paradeiro dos restos mortais da vítima, reiterando que não tem informações sobre o que aconteceu com o corpo. Essa declaração reacendeu debates sobre um dos crimes mais chocantes da história recente do Brasil, envolvendo celebridades e questões de violência contra a mulher.

Durante a entrevista, Bruno negou veementemente ter sido o mandante do homicídio, descrevendo-se como alguém que foi “obrigado a segurar o BO” sob pressão. Ele admitiu ter sido omisso no episódio, mas insistiu que não sabe detalhes sobre o destino do corpo de Eliza, afirmando que, se soubesse, já teria revelado à mãe da vítima, Sônia. Essa narrativa contrasta com as evidências apresentadas no julgamento, que o apontaram como responsável pelo planejamento do crime, e gerou questionamentos sobre sua tentativa de reescrever a história após anos de condenação.

O caso remonta a junho de 2010, quando Eliza Samudio, ex-namorada de Bruno e mãe de seu filho, desapareceu após uma série de desentendimentos relacionados à paternidade e pensão alimentícia. Relatos da época indicam que ela foi sequestrada, assassinada e seu corpo esquartejado, com partes supostamente dadas a cães, embora os restos nunca tenham sido localizados. A ausência do corpo impediu um sepultamento digno e prolongou o sofrimento da família, tornando o crime não apenas um homicídio, mas também um ato de crueldade prolongada.

Bruno foi condenado em 2013 a mais de 20 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, cárcere privado e ocultação de cadáver. Ele cumpriu parte da pena em regime semiaberto e, eventualmente, obteve progressão para o aberto, permitindo sua reinserção na sociedade. No entanto, sua liberdade condicional tem sido marcada por controvérsias, incluindo tentativas de retorno ao futebol, que foram barradas por clubes em meio a protestos públicos. A entrevista recente reflete sua frustração com o impacto do caso em sua carreira e vida pessoal.

Um dos aspectos mais dolorosos do episódio é o envolvimento do filho do casal, Bruninho, hoje um adolescente que segue os passos do pai como goleiro no Botafogo. Bruno expressou desejo de reconciliação com o jovem, lamentando a perda de anos de convívio. Recentemente, Bruninho manifestou disposição para abrir mão de processos judiciais e pensões em troca de informações sobre o corpo da mãe, mas Bruno manteve a posição de que nada sabe, aprofundando a ferida emocional na família e destacando as sequelas intergeracionais do crime.

A repercussão da entrevista foi imediata e negativa, com indignação nas redes sociais e na mídia. Muitos criticaram Bruno por se posicionar como vítima de um sistema judicial falho, ignorando o sofrimento de Eliza e sua família. Movimentos feministas e defensores dos direitos humanos usaram o momento para reforçar discussões sobre impunidade em casos de feminicídio, apontando que declarações como essas minimizam a gravidade da violência de gênero e perpetuam uma cultura de negação.

Quinze anos após o crime, o caso de Eliza Samudio permanece um símbolo de injustiça e impunidade, com a ausência de respostas definitivas sobre seus restos mortais impedindo o fechamento do luto para os entes queridos. A declaração de Bruno, em vez de esclarecer, pareceu reacender velhas feridas, lembrando à sociedade brasileira da necessidade de vigilância constante contra crimes semelhantes e da importância de justiça plena para as vítimas.

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