Curiosidades

6 erros comuns ao beber água que colocam sua saúde em risco sem você perceber

Beber água parece a coisa mais simples do mundo. Está ali, acessível, barata, essencial. A gente cresce ouvindo que precisa tomar dois litros por dia e pronto. Missão cumprida, certo? Nem sempre.

Nos últimos meses, vídeos sobre hidratação voltaram a ganhar força nas redes sociais, principalmente com as ondas de calor registradas em várias capitais brasileiras. Muita gente passou a andar com garrafa térmica para todo lado. Só que, no meio dessa preocupação em “beber mais água”, alguns erros bem comuns continuam passando despercebidos.

E eles fazem diferença.

O corpo humano depende de uma hidratação equilibrada para manter rins, intestino, circulação e metabolismo funcionando direitinho. Quando a ingestão acontece de forma desorganizada, o organismo pode sentir. Não é exagero. Consumir grandes quantidades de uma vez, por exemplo, pode causar distensão abdominal, desconforto e até sobrecarga para os rins.

Tem também a chamada hiponatremia, que ocorre quando há diluição excessiva do sódio no sangue. É raro, mas pode acontecer em situações de exagero extremo. Ou seja, até água demais, do jeito errado, vira problema.

Outro erro clássico está na garrafinha “de estimação”. Muita gente enche pela manhã e vai apenas completando ao longo do dia, sem lavar. Parece inofensivo, mas o ambiente úmido favorece a proliferação de micro-organismos. Água limpa colocada em recipiente mal higienizado deixa de ser tão segura assim.

A temperatura também entra na conversa. Água excessivamente gelada, principalmente em grandes volumes, pode causar desconforto digestivo em algumas pessoas. Não é que seja proibido beber gelada, mas o exagero pode gerar aquela sensação de estufamento ou até atrapalhar a digestão.

E tem um hábito curioso: deixar para beber quase toda a água à noite. Resultado? Idas frequentes ao banheiro e sono fragmentado. O descanso prejudicado, a longo prazo, impacta imunidade, concentração e humor. Distribuir o consumo ao longo do dia é muito mais eficiente.

Esses pontos foram destacados em um vídeo recente do canal da nutricionista Patricia Leite, que soma mais de 8 milhões de inscritos e ultrapassou 820 mil visualizações nesse conteúdo específico. Ela chama atenção justamente para esses deslizes cotidianos: exagerar na quantidade de uma vez, armazenar água de forma inadequada ou ignorar a qualidade da filtragem.

Falando nisso, água não filtrada ou que não passou por fervura adequada pode trazer riscos invisíveis. Em locais onde o abastecimento é irregular, esse cuidado se torna ainda mais importante. Parece detalhe, mas não é.

A solução não envolve fórmulas mirabolantes. Pequenos ajustes resolvem grande parte do problema. Beber em pequenas quantidades ao longo do dia, observar a cor da urina como indicador simples de hidratação, higienizar garrafas diariamente com água e sabão e evitar reaproveitar água que ficou parada por muitas horas já faz diferença.

Água saborizada também exige atenção. Se for preparada com frutas, o ideal é manter sob refrigeração e consumir no mesmo dia. Deixar fora da geladeira por muito tempo favorece oxidação e alteração do sabor.

No fim das contas, hidratar-se bem vai além de bater meta de litros. É sobre qualidade, regularidade e bom senso. O corpo costuma dar sinais claros quando algo não vai bem: dor de cabeça, cansaço, pele ressecada ou inchaço podem ter relação com hábitos inadequados.

Criar uma rotina equilibrada é mais simples do que parece. Uma garrafa limpa, água de boa procedência e goles distribuídos durante o dia resolvem quase tudo. O básico funciona. E quando o assunto é saúde, geralmente é o básico que sustenta os melhores resultados.

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