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Morre influenciadora Marcela França e causa é revelada

A semana começou com uma notícia que mexeu com muita gente, principalmente em Sete Lagoas e nas redes sociais. A influenciadora Marcela França Brito, de 43 anos, faleceu na última segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026. Para quem acompanhava sua rotina pelo Instagram, a sensação foi de perder alguém próximo, mesmo sem nunca ter encontrado pessoalmente.

Marcela não era apenas mais um perfil na internet. Ela representava coragem em forma de palavras simples, sinceras e, muitas vezes, escritas em dias difíceis. Ao longo dos últimos anos, construiu uma comunidade fiel, com mais de 55 mil seguidores, que encontravam em suas publicações um tipo de conforto que vai além de curtidas e comentários.

Tudo mudou quando, aos 39 anos, ela recebeu o diagnóstico de câncer do colo do útero. O que poderia ter sido um momento de recolhimento total acabou se tornando também uma missão. Marcela decidiu compartilhar sua jornada, mostrando desde consultas médicas até reflexões pessoais. Não havia glamour. Havia verdade.

Ela falava sobre o medo, sobre a fé e sobre a importância de não ignorar sinais do próprio corpo. Em uma de suas postagens mais compartilhadas, escreveu que o exame preventivo pode salvar vidas. Essa mensagem, embora simples, teve impacto real. Muitas seguidoras passaram a relatar que marcaram consultas depois de ler seus relatos.

Marcela também revelou que convivia com o HPV desde os 24 anos. O tema, ainda cercado por desinformação e silêncio, ganhou espaço em suas redes. Sem filtros, ela explicou o que aprendeu ao longo dos anos e incentivou a prevenção. Esse tipo de transparência criou uma conexão rara entre criador de conteúdo e público.

Nos últimos meses, seus seguidores perceberam que as publicações estavam menos frequentes. Ainda assim, quando aparecia, Marcela mantinha o mesmo tom de serenidade. Falava sobre gratidão, sobre família e sobre pequenos momentos do cotidiano. Era como se soubesse que cada mensagem tinha um peso especial.

A confirmação de sua partida veio por meio de uma nota publicada pela família em seu perfil oficial. O texto, curto e cheio de emoção, reforçava uma frase que Marcela repetia com frequência: “Família é tudo”. A despedida aconteceu na Capela do Asilo, em Sete Lagoas, e reuniu amigos, parentes e pessoas que foram tocadas por sua história.

Ela deixa o marido, Lúcio, e a filha Giovanna, de apenas 10 anos. Nas redes sociais, as homenagens se multiplicaram. Comentários descrevem Marcela como alguém que espalhava luz, mesmo nos momentos mais desafiadores. Uma amiga escreveu que ela ensinou muita gente a valorizar o presente. Outra seguidora disse que começou a olhar a própria vida com mais calma depois de acompanhá-la.

Esse tipo de legado não aparece em números ou métricas. Ele se revela nas decisões que as pessoas tomam depois de ouvir uma história verdadeira.

Além do impacto emocional, a trajetória de Marcela também reacende um alerta importante. O câncer do colo do útero está entre os que mais afetam mulheres no Brasil, mas pode ser prevenido e tratado com sucesso quando identificado cedo. A vacinação contra o HPV e a realização de exames periódicos são fundamentais.

Marcela transformou sua experiência em algo maior do que ela mesma. Sua história continua ecoando, não como um adeus definitivo, mas como um lembrete silencioso sobre cuidado, coragem e o valor de cada dia vivido.

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