Comoções marcam missa do 7° dia dos meninos mortos pelo pai em GO

Em uma manhã sombria de fevereiro de 2026, a cidade de Itumbiara, em Goiás, foi abalada por um ato de violência inimaginável que ceifou a vida de dois irmãos inocentes. Miguel Araújo Machado, de 12 anos, e Benício Araújo Machado, de 8 anos, foram vítimas de um crime chocante perpetrado pelo próprio pai, Thales Naves Alves Machado, de 41 anos, que ocupava o cargo de secretário de Governo na prefeitura local. O incidente, ocorrido em 12 de fevereiro, deixou a comunidade em luto profundo e levantou questionamentos sobre as raízes da violência doméstica em contextos de separação conjugal.
Miguel e Benício eram crianças cheias de vida, conhecidas por sua alegria e proximidade familiar. O mais velho, Miguel, era um menino ativo, apaixonado por esportes e estudos, enquanto Benício, o caçula, encantava a todos com sua curiosidade infantil e sorriso contagiante. Eles viviam com a mãe, Sarah Araújo, filha do prefeito Dione Araújo, o que conferiu ao caso uma repercussão ainda maior na esfera política e social da região. A tragédia interrompeu abruptamente suas rotinas escolares e brincadeiras, transformando uma família unida em um símbolo de dor coletiva.
O pai das crianças, Thales, cometeu o ato em meio a um contexto de separação recente do casal. Após balear os filhos, ele tirou a própria vida, deixando para trás um rastro de mistério e sofrimento. Investigadores apontam para indícios de violência vicária, uma forma cruel de retaliação contra a ex-companheira, utilizando os filhos como meio de punição. Esse tipo de crime, infelizmente, não é isolado no Brasil, destacando falhas no sistema de proteção familiar e na detecção precoce de riscos psicológicos.
Sete dias após o ocorrido, em 19 de fevereiro, a Catedral de Itumbiara sediou a missa de sétimo dia em memória de Miguel e Benício. A cerimônia reuniu centenas de familiares, amigos e moradores, transformando o templo em um espaço de solidariedade e reflexão. O ar carregado de emoção era palpável, com orações entoadas em uníssono e velas acesas simbolizando a luz que as crianças representavam em vida.
Homenagens marcantes pontuaram o evento, com todos os presentes vestindo roupas brancas como gesto de paz e pureza. Mensagens de amor e saudades foram compartilhadas, incluindo depoimentos emocionados de parentes que recordavam momentos felizes ao lado dos meninos. Uma caminhada silenciosa pelas ruas da cidade seguiu a missa, com faixas e fotos das vítimas erguidas em sinal de protesto contra a violência e de apelo por justiça e prevenção.
A repercussão do caso extrapolou os limites de Itumbiara, ecoando em debates nacionais sobre saúde mental, custódia compartilhada e o papel das autoridades em casos de separação conflituosa. O avô das crianças, o prefeito Dione Araújo, manifestou publicamente sua dor, pedindo que a tragédia sirva como alerta para a sociedade. A comunidade local, unida pelo luto, organizou vigílias e campanhas de conscientização, fortalecendo laços em meio à adversidade.
Por fim, o legado de Miguel e Benício permanece como um chamado urgente para combater a violência intrafamiliar. Suas vidas curtas, mas intensas, inspiram reflexões sobre o valor da empatia e da proteção às crianças, lembrando que, em uma sociedade marcada por divisões, o amor e a vigilância coletiva são as únicas defesas verdadeiras contra o inaceitável.





