Enfermeira de UTI revela o que pacientes costumam dizer antes de morrer

Em meio à rotina intensa de uma Unidade de Terapia Intensiva, onde o tempo parece correr em outra velocidade, uma revelação recente chamou atenção de milhões de pessoas. A enfermeira Kirstie Robbb, que trabalha há anos cuidando de pacientes em estado grave, compartilhou um relato que rapidamente ganhou repercussão no TikTok. O motivo não foi um procedimento inovador ou uma técnica médica inédita, mas algo muito mais humano: as últimas palavras de quem está prestes a partir.
Segundo ela, existe um padrão. Não importa a idade, a história ou o motivo da internação. Muitos pacientes, pouco antes do fim, dizem frases semelhantes. Eles pedem para avisar a família que amam todos. Alguns afirmam que não estão se sentindo bem, mesmo quando os aparelhos ainda mostram estabilidade. Outros simplesmente dizem que sabem que chegou a hora. Não é um grito de desespero. É mais parecido com uma certeza tranquila, quase serena.
Esse tipo de relato provoca um silêncio imediato em quem escuta. Afinal, estamos acostumados a confiar nos números, nos exames, nos diagnósticos. A medicina moderna evoluiu muito, especialmente após os aprendizados dos últimos anos, quando hospitais no Brasil e no mundo enfrentaram situações extremas e profissionais da saúde se tornaram símbolos de resistência. Ainda assim, existem aspectos da experiência humana que não cabem em gráficos.
Kirstie explica que, em diversas ocasiões, os sinais vitais dos pacientes permaneciam relativamente estáveis quando eles começaram a expressar essa sensação. Nada indicava uma mudança abrupta. Mas, internamente, algo parecia diferente. Como se o próprio corpo, ou talvez a mente, reconhecesse um limite invisível. Para quem trabalha diariamente nesse ambiente, perceber isso repetidas vezes deixa marcas profundas.
Curiosamente, muitos profissionais da saúde evitam falar sobre esse tema em público. Não por medo, mas por respeito. Existe uma linha delicada entre a ciência e aquilo que não pode ser medido com precisão. Ainda assim, o relato da enfermeira abriu espaço para uma conversa necessária. Nos comentários do vídeo, outras pessoas que atuaram em UTIs ou cuidados paliativos confirmaram experiências semelhantes. Algumas disseram que presenciaram momentos em que pacientes, pouco antes de partir, pareciam mais calmos do que nunca.
Esse fenômeno também leva a uma reflexão sobre a forma como vivemos. No cotidiano, é fácil se perder em preocupações pequenas. Contas, prazos, metas, notificações no celular. Tudo parece urgente. Mas, diante da finitude, as prioridades mudam. O que aparece com mais força não são bens materiais nem conquistas profissionais, e sim os vínculos. Família. Afeto. Presença.
Talvez seja por isso que o relato tenha tocado tantas pessoas. Ele não fala apenas sobre o fim, mas sobre o valor do agora. Sobre dizer o que precisa ser dito enquanto há tempo. Sobre perceber que a vida não é feita só de grandes eventos, mas também de momentos simples, como uma conversa sincera ou um abraço inesperado.
No fim das contas, o que essa enfermeira trouxe não foi uma resposta definitiva, nem uma explicação científica completa. Foi um convite à reflexão. Em meio ao barulho do mundo moderno, talvez o mais importante seja lembrar daquilo que realmente importa. E, principalmente, não deixar para depois.





