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A cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais, continua sendo castigada pelas fortes chuvas

A cidade de Juiz de Fora amanheceu em luto nesta terça-feira, 24 de fevereiro, após uma das noites mais difíceis de sua história recente. A Prefeitura confirmou 14 mortes provocadas pelas fortes chuvas que atingiram o município na noite de segunda-feira, 23 de fevereiro, deixando um cenário de destruição, ruas inundadas e famílias desalojadas em diversos bairros, muitos moradores tiveram que se abrigar nas casas de familiares e amigos.

Localizada na Zona da Mata mineira, Juiz de Fora enfrenta agora uma força-tarefa para atender as áreas mais afetadas e garantir assistência à população. Em razão da gravidade da situação, o município decretou estado de calamidade pública por 180 dias e suspendeu as aulas da rede municipal como medida de segurança.

Entre os pontos mais impactados está o Bairro Vila Ideal, onde um buraco se abriu em uma rua e um carro foi engolido pela cratera formada após o temporal. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o veículo, que aparenta ser um táxi, inclinado dentro da abertura no asfalto, enquanto moradores observam o cenário marcado por lama e destroços.

As mortes foram registradas em diferentes regiões da cidade, evidenciando a extensão dos danos. Quatro ocorreram na Rua Natalino José de Paula, no Bairro JK, e outras quatro na Rua Orville Derby Dutra, no Bairro Santa Rita. Também houve registros na Rua João Luís Alves, na Vila Ideal, além de ocorrências nos bairros Lourdes, Vila Alpina, São Benedito e Vila Olavo Costa.

No Centro, um trecho da Avenida Brasil ficou completamente tomado pela água, dificultando a circulação de veículos e pedestres. No Bairro Democrata, um motorista precisou sair do carro e empurrar o veículo após ficar preso no alagamento, situação que se repetiu em outras regiões, agravando o caos no trânsito.

O acesso ao Mergulhão, na área central, foi fechado por medida de segurança, assim como a Ponte Vermelha, no Bairro Santa Terezinha. Bairros historicamente afetados por enchentes, como Vitorino Braga e Linhares, voltaram a registrar alagamentos, enquanto na Zona Norte a Avenida Presidente Juscelino Kubitschek apresentou vários pontos de inundação.

De acordo com a prefeitura, o volume de chuva registrado em fevereiro já é o maior da história do município. Até a manhã de segunda-feira, o acumulado chegou a 460,4 milímetros, superando o recorde anterior de 456 milímetros registrado em 1988. No domingo anterior, outro temporal já havia causado 36 ocorrências, entre deslizamentos de terra e alagamentos, sinalizando o cenário de instabilidade que culminou na tragédia desta semana.

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