Frieza Absoluta: Jovem é presa suspeita de arquitetar assassinato do pai por não aceitar relacionamento

Reviravolta em Campinas: investigação aponta que morte de empresário foi planejada por filha e namorado
Cinco anos após o assassinato do empresário Ricardo Luiz Nolasco Lopes, de 56 anos, ocorrido em janeiro de 2020, a Polícia Civil de Campinas anunciou uma reviravolta que mudou completamente os rumos do caso. O crime, inicialmente tratado como latrocínio, passou a ser investigado como homicídio qualificado após a Delegacia de Investigações Gerais (DIG), ligada à Deic, identificar indícios de planejamento envolvendo a própria filha da vítima, Giovana Erbolato Lopes, de 25 anos, e o então namorado dela, Ernandes dos Santos Lopes, de 27 anos.
Na época, o empresário foi atingido por diversos disparos enquanto estava dentro de um veículo, na Estrada Benedito Nardes, no Distrito de Sousas. A versão apresentada inicialmente indicava que o carro teria sido interceptado por um homem que anunciou um assalto e levado cerca de R$ 300. A ocorrência foi registrada como roubo seguido de morte, mas alguns detalhes chamaram a atenção dos investigadores ao longo do processo.
Com o avanço das análises, a Polícia Civil constatou inconsistências que não se encaixavam na hipótese de latrocínio. Entre os pontos considerados fora do padrão estavam o número elevado de disparos e a possível utilização de mais de uma arma de fogo — circunstâncias incomuns em crimes com motivação patrimonial. Esses elementos levaram a equipe da DIG a revisar o caso antes que fosse arquivado por falta de identificação dos autores.
De acordo com as apurações, a motivação estaria relacionada à discordância do empresário em relação ao relacionamento da filha com o namorado. No dia do crime, Ricardo viajava de carona com Giovana quando o suposto assalto aconteceu. Segundo a nova linha investigativa, a situação teria sido premeditada para simular uma ação criminosa comum e afastar suspeitas do casal.
Um dos pontos decisivos para a reabertura do caso foi o comportamento de Ernandes ao longo da investigação inicial. Embora tenha sido ouvido à época, ele deixou de atender às ligações da polícia e ignorou intimações posteriores. Com a retomada das investigações, foi novamente procurado e compareceu espontaneamente à delegacia. Durante o depoimento, apresentou contradições que reforçaram as suspeitas.
Segundo apurado, detalhes técnicos mencionados por Ernandes, como a quantidade de disparos e o calibre das armas utilizadas, levantaram questionamentos. Para os investigadores, esse tipo de informação só poderia ser descrito com precisão por alguém que estivesse presente na cena. Diante disso, a versão de um assalto praticado por terceiro passou a perder credibilidade.
Em depoimento à Polícia Civil, Ernandes teria afirmado que Giovana teria atraído o pai até o local sob o pretexto de visitar uma casa em construção na região. A hipótese de planejamento ganhou força à medida que a investigação reuniu elementos que indicariam que a abordagem não ocorreu de forma aleatória, como inicialmente sustentado.
A Polícia Civil concluiu que a motivação foi de natureza passional, relacionada à insatisfação do casal com a postura da vítima em relação ao relacionamento. O caso, que estava próximo de ser encerrado sem solução definitiva, ganhou novo fôlego com a revisão detalhada das provas e dos depoimentos. Agora, o desfecho judicial dependerá do andamento do processo, enquanto a comunidade acompanha atenta os próximos capítulos de um crime que chocou Campinas e só agora começa a ser esclarecido.





