Curiosidades

Homem diagnosticado com câncer de garganta ficou “surpreso” ao descobrir como pegou a doença

A história de um britânico de 62 anos chamou atenção no fim de 2023 e começo de 2024 por um motivo que muita gente prefere nem pensar: como algo aparentemente pequeno pode esconder um problema sério. Pai de dois filhos, ele levava uma vida comum até perceber um detalhe diferente no espelho do banheiro.

Era novembro de 2023. Enquanto fazia a barba, sentiu um caroço firme no lado direito do pescoço. Segundo ele, tinha mais ou menos o tamanho de um ovo. A primeira reação foi minimizar. Pensou que poderia ser consequência de esforço na academia ou apenas um gânglio inflamado, algo que costuma desaparecer sozinho.

Só que não desapareceu.

Duas semanas se passaram e o inchaço continuava ali, praticamente do mesmo tamanho. Foi então que decidiu procurar atendimento médico. Durante a consulta, a médica examinou sua garganta e identificou uma massa visível na região das amígdalas. O próprio paciente relatou depois que dava para ver algo saindo da parte superior das amígdalas, também com tamanho semelhante ao de um ovo cozido.

Além do nódulo, ele vinha sentindo cansaço constante e acordava várias vezes à noite para ir ao banheiro. Sintomas que ele atribuía ao estresse profissional e ao avanço da idade. Nada que, na cabeça dele, justificasse grande preocupação.

Veio então a biópsia. Dez dias depois, o resultado confirmou o diagnóstico de câncer de garganta. A notícia caiu como um choque. Ele havia parado de fumar cerca de dez anos antes e não se via dentro do chamado “grupo de risco tradicional”.

Os médicos identificaram a presença do papilomavírus humano, o HPV, como provável responsável pelo tumor. O HPV é uma das infecções mais comuns no mundo. Na maioria das vezes, o próprio organismo elimina o vírus sem maiores consequências. O problema é que, em alguns casos, ele pode permanecer silencioso por décadas antes de provocar alterações celulares importantes.

No caso desse britânico, a suspeita é que a infecção tenha ocorrido quando ele tinha pouco mais de 20 anos, época em que servia no Exército. Ele comentou que levava uma vida social ativa, mas nada fora do comum. A revelação de que o câncer estava associado ao HPV gerou até reações desconfortáveis no ambiente de trabalho, com colegas fazendo comentários e piadas.

O tratamento foi intenso. Ele passou por duas sessões de quimioterapia e, em seguida, enfrentou seis semanas de radioterapia direcionada à garganta. Descreveu o processo como o mais doloroso de sua vida, apesar dos 12 anos de experiência militar. Houve dor ao engolir, inflamação e fadiga. Mesmo assim, cumpriu todo o protocolo indicado.

Ao final, os exames não mostraram mais sinais detectáveis da doença. Hoje, ele realiza acompanhamento médico a cada dois meses. Mantém o bom humor em algumas falas, mas também faz um alerta sério: qualquer sintoma persistente merece atenção.

Especialistas reforçam que existem vacinas contra o HPV e que a prevenção faz diferença. Embora a maioria das infecções não evolua para quadros graves, o vírus pode, em situações específicas, desencadear doenças anos depois do contágio.

A principal lição dessa história não é o medo, mas a vigilância. Um simples inchaço no pescoço, ignorado por semanas, poderia ter tido um desfecho diferente. Procurar avaliação médica ao notar algo fora do padrão pode mudar completamente o rumo da história.

CONTINUAR LENDO →
Mostrar mais