Dezenas de pessoas morreram após ataque a escola

O número de mortos após um ataque israelense-estadunidense a uma escola no sul do Irã subiu para pelo menos 40, segundo informações divulgadas pela agência estatal IRNA. Outras 45 pessoas ficaram feridas na ação registrada na cidade de Minab, localizada na província de Hormozgan, ampliando a preocupação internacional diante da escalada de tensões na região.
O episódio ocorreu em meio a uma ofensiva coordenada de Estados Unidos e Israel contra alvos estratégicos em território iraniano neste sábado. Até o momento, nem Washington nem Tel Aviv detalharam oficialmente os objetivos específicos do contra-ataque, o que alimenta incertezas sobre os próximos desdobramentos do confronto.
A ofensiva ganhou novos contornos após uma declaração do presidente norte-americano Donald Trump, que pediu publicamente ao povo iraniano que “tome o controle do seu governo”. A fala foi divulgada em vídeo nas redes sociais e sinaliza que os aliados podem estar mirando não apenas alvos militares, mas também pressionando por mudanças políticas em um país governado há décadas por uma teocracia liderada pelo aiatolá Ali Khamenei.
Relatos iniciais indicam que um dos alvos atingidos teria sido o complexo residencial ligado ao líder supremo iraniano, em Teerã. Imagens que circularam nas redes mostraram fumaça se espalhando pelo céu da capital, embora não haja confirmação oficial sobre a presença de Khamenei no local no momento dos bombardeios.
No pronunciamento, Trump justificou a operação afirmando que o regime iraniano mantém, há décadas, uma postura hostil contra os Estados Unidos e seus aliados. Ele também orientou a população civil a buscar abrigo durante os ataques e reiterou que, após a conclusão das ações militares, o futuro político do país deveria estar nas mãos dos próprios iranianos.
A resposta não demorou. A Guarda Revolucionária do Irã anunciou o lançamento de uma primeira onda de drones e mísseis contra Israel, levando o governo israelense a emitir alerta nacional. O Exército informou que sistemas de defesa estavam mobilizados para interceptar os projéteis, enquanto a população foi orientada a permanecer em áreas protegidas.
A tensão rapidamente se espalhou para outros países do Oriente Médio. O Bahrein informou que um míssil atingiu a área onde está instalada a 5ª Frota da Marinha dos EUA. Sirenes e explosões foram relatadas no Kuwait, que abriga o Comando Central do Exército norte-americano. Explosões também foram ouvidas no Catar, enquanto Iraque e Emirados Árabes Unidos anunciaram o fechamento de seus espaços aéreos. Na Jordânia, alertas sonoros mobilizaram moradores, e a mídia estatal dos Emirados confirmou uma morte causada por estilhaços na capital, marcando a primeira fatalidade conhecida na contraofensiva iraniana. O cenário amplia a apreensão global sobre o risco de um conflito de proporções ainda maiores na região.





