Desaprovação do governo Lula oscila para cima e segue maior que a aprovação, aponta pesquisa

A mais recente rodada do Paraná Pesquisas, divulgada nesta sexta-feira (27), mostra que a desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue numericamente acima da aprovação. De acordo com o levantamento, 52% dos entrevistados disseram desaprovar a atual gestão, enquanto 45% afirmaram aprová-la. Outros 3% não souberam ou preferiram não opinar.
Os números revelam um cenário de estabilidade com leve oscilação em relação à pesquisa anterior, publicada em janeiro. Naquela ocasião, a desaprovação estava em 50,6% e passou agora para 52%. Já a aprovação recuou de 46,4% para 45%. As variações, segundo o instituto, ocorreram dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Quando o assunto é a avaliação qualitativa do governo, o quadro também indica um desafio para o Palácio do Planalto. Entre os entrevistados, 43,5% classificam a administração como ruim ou péssima. Por outro lado, 32,6% consideram o governo ótimo ou bom. Há ainda 22,5% que avaliam a gestão como regular, enquanto 1,5% não soube responder.
Detalhando os percentuais: 12,8% disseram que o governo é ótimo, 19,8% avaliaram como bom, 7,3% consideraram ruim e 36,2% classificaram como péssimo. A leitura desses dados costuma variar conforme o olhar político de cada grupo, mas é inegável que o presidente enfrenta um ambiente mais desafiador neste momento do mandato.
O levantamento foi realizado entre os dias 22 e 25 de fevereiro, com 2.080 eleitores em todas as regiões do país. O nível de confiança é de 95%, e o registro na Justiça Eleitoral foi feito sob o protocolo BR-07974/2026. Em um cenário político cada vez mais atento às pesquisas, esses detalhes técnicos ajudam a contextualizar os números.
O resultado surge em meio à movimentação da oposição. O senador Flávio Bolsonaro, do PL, apareceu numericamente à frente de Lula em uma simulação de segundo turno. No cenário testado, ele marcou 44,4% das intenções de voto, contra 43,8% do atual presidente. Como a diferença está dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais, os analistas classificam o quadro como empate técnico.
Esse tipo de fotografia do momento político costuma influenciar o debate público. Em Brasília, assessores acompanham cada ponto percentual com atenção redobrada. Fora do Congresso, o impacto também é sentido: prefeitos, governadores e lideranças partidárias observam os movimentos para definir estratégias e alianças.
É importante lembrar que pesquisas captam o humor do eleitorado em determinado período. Fatores como economia, inflação, programas sociais, comunicação do governo e até acontecimentos internacionais podem alterar a percepção da população em questão de semanas. Em tempos de redes sociais ativas e ciclos de notícia acelerados, a opinião pública se movimenta com rapidez.
Ao mesmo tempo, a margem de erro recomenda cautela. Oscilações pequenas não necessariamente indicam mudança estrutural, mas podem sinalizar tendências. O cenário ainda está em construção, especialmente considerando que o calendário eleitoral de 2026 começa a ganhar forma nos bastidores.
Para o governo, os números servem como termômetro. Para a oposição, funcionam como combustível político. E para o eleitor, representam mais um elemento na formação de opinião. O fato é que, a pouco mais de um ano e meio das próximas eleições gerais, o ambiente político brasileiro já mostra sinais de disputa intensa — com pesquisas desempenhando papel central nesse tabuleiro.





