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Alerta máximo! Ciclone pode provocar 200 mm de chuva até domingo

Entre a noite desta sexta-feira, 27, e a manhã de sábado, 28, a formação de um ciclone extratropical na costa do Sudeste deve mudar o ritmo do fim de semana em boa parte do país. O fenômeno começa com o fortalecimento de uma área de baixa pressão sobre o oceano e, aos poucos, ganha organização. Pode parecer apenas mais um termo técnico da meteorologia, mas, na prática, significa chuva persistente e volumosa.

De acordo com a plataforma de monitoramento climático Meteored, os acumulados podem ultrapassar 200 milímetros até domingo, 1º. É muita água em pouco tempo. Para se ter uma ideia, em algumas cidades esse volume se aproxima da média esperada para todo o mês. Nove estados entram na rota das instabilidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Tocantins, Bahia, Maranhão e Piauí.

A quinta-feira, 26, já deu sinais do que estava por vir. Pancadas isoladas começaram tímidas em pontos do Sudeste e do Centro-Oeste, mas ganharam força ao longo do dia. O céu fechou mais cedo em algumas capitais, e o vento soprou com mais intensidade no litoral. Foi o prenúncio de um sistema que tende a se consolidar rapidamente.

Na sexta, o cenário fica mais encorpado. O leste paulista deve registrar chuva frequente, enquanto todo o território fluminense e capixaba entra em estado de atenção. Em Minas Gerais, praticamente todas as regiões podem sentir os efeitos da instabilidade. Tocantins, Bahia — especialmente o Sul do estado —, a faixa central de Goiás, além de Maranhão e Piauí, também aparecem nas projeções com volumes mais expressivos.

No sábado, com a frente fria associada ao ciclone atuando de maneira mais organizada, a chuva avança e se espalha. O Norte do Rio de Janeiro, o Espírito Santo e áreas do Centro-Leste e Norte mineiro estão entre os pontos com maior potencial de precipitação intensa. Tocantins, Piauí e boa parte da Bahia também devem enfrentar pancadas fortes, acompanhadas de trovoadas isoladas.

Os mapas indicam que, até domingo, algumas localidades do Espírito Santo e de Minas Gerais podem ultrapassar a marca dos 200 mm. Em outras áreas de Minas, do Rio de Janeiro, da Bahia e do Tocantins, os índices podem superar 120 mm. No Norte de Goiás, no Sul do Tocantins e no Extremo-Sul baiano, os volumes podem se aproximar de 170 mm. É um cenário que exige planejamento e cautela, principalmente onde o solo já está encharcado.

Não é exagero dizer que o risco de transtornos aumenta quando a chuva se mantém por vários dias seguidos. Deslizamentos em encostas, alagamentos em áreas urbanas e enxurradas em bairros mais baixos podem ocorrer, sobretudo em cidades que já enfrentaram episódios recentes de precipitação intensa. Quem mora em regiões vulneráveis precisa redobrar a atenção.

Apesar de, no domingo, a tendência indicar diminuição da intensidade em partes de São Paulo, do Rio de Janeiro e do Centro-Sul mineiro, isso não significa tranquilidade total. O tempo ainda deve permanecer instável, com céu encoberto e possibilidade de novas pancadas.

Em situações assim, vale reforçar o básico: acompanhar os alertas da Defesa Civil, evitar atravessar ruas alagadas e não permanecer em áreas de risco durante temporais. Pequenas atitudes fazem diferença.

O fim de semana promete ser de guarda-chuva à mão e olho atento no céu. A natureza segue seu curso, mas informação e prevenção continuam sendo os melhores aliados para atravessar períodos de instabilidade com mais segurança e serenidade.

 

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