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Família de Pedro Turra se pronuncia sobre morte de adolescente agredido: ‘profundo respeito’

A morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos, segue provocando comoção e reflexões profundas sobre responsabilidade, justiça e o impacto de atos impensados. Nos últimos dias, a família de Pedro Turra, ex-piloto de Fórmula Delta que está preso preventivamente, se manifestou oficialmente por meio de seu advogado. A nota buscou expressar pesar e solidariedade diante da perda que abalou familiares, amigos e toda a comunidade próxima ao jovem.

“Em nome da família de Pedro Turra, com profundo respeito e sincera solidariedade, lamentamos o falecimento de Rodrigo Castanheira”, declarou o advogado Daniel Kaefer. Em tom sóbrio, ele reforçou que, neste momento delicado, a família de Turra se une aos pais e amigos de Rodrigo, desejando força para atravessar o período de luto. A manifestação ocorreu em meio ao avanço do processo judicial, que ganhou novos desdobramentos na última semana.

Na sexta-feira, dia 6 de fevereiro, o Superior Tribunal de Justiça negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa. Com isso, Pedro Turra permanece preso de forma preventiva, decisão que já havia sido acolhida anteriormente pela Justiça a partir de solicitação da Polícia Civil. O entendimento foi de que, diante dos elementos reunidos na investigação, a prisão se faz necessária para o andamento do caso.

Atualmente, Turra está detido em uma cela individual no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A medida foi autorizada pelo diretor da unidade após pedido da defesa, que alegou riscos à integridade física do acusado. Segundo fontes ligadas ao sistema penitenciário, situações como essa são avaliadas caso a caso, especialmente quando há grande repercussão pública.

O episódio que culminou na morte de Rodrigo teve início no dia 22 de janeiro. No começo, o ocorrido foi tratado como um desentendimento entre jovens, algo que, infelizmente, não é incomum. No entanto, com o avanço das investigações, surgiram indícios de que a situação não teria sido tão espontânea quanto se imaginava. A Polícia Civil passou a considerar a possibilidade de que o encontro tenha sido previamente combinado por Turra e outros envolvidos.

Durante o ocorrido, Rodrigo sofreu agressões e acabou se ferindo gravemente ao cair e bater a cabeça na lateral de um veículo. Amigos que estavam no local o levaram para casa, acreditando que o quadro não era tão sério. Pouco depois, o adolescente apresentou sinais preocupantes e precisou ser encaminhado às pressas para um hospital.

Rodrigo foi internado, colocado em coma induzido e permaneceu por 16 dias na Unidade de Terapia Intensiva. Apesar dos esforços da equipe médica, ele não resistiu. A notícia da morte gerou uma onda de homenagens nas redes sociais e mobilizou manifestações por justiça, especialmente entre colegas de escola e familiares.

Diante do desfecho, o Ministério Público apresentou denúncia por homicídio qualificado e solicitou que o caso seja levado ao Tribunal do Júri. A família de Rodrigo, ainda abalada, cobra responsabilização e espera que o processo traga respostas. Enquanto isso, o caso segue como um lembrete duro de como decisões tomadas em poucos minutos podem deixar marcas permanentes em muitas vidas.

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