Câmera flagrou o momento em que mulher passou mal em academia de natação e foi socorrida

Casos que ganham grande repercussão costumam ir além da notícia em si. Eles despertam emoções, levantam questionamentos e, muitas vezes, expõem fragilidades que passam despercebidas no dia a dia. Foi exatamente isso que aconteceu após a circulação de um vídeo gravado em uma academia da Zona Leste de São Paulo, que rapidamente se espalhou pelas redes sociais e causou forte comoção.
As imagens mostram a professora de natação Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, deixando a área da piscina visivelmente debilitada logo após uma aula. Ainda com trajes de banho, ela caminha até o saguão do local com dificuldade, gesticulando e tentando buscar ajuda. Não há som, mas o silêncio do vídeo fala por si. Em poucos segundos, Juliana se senta, aparentando falta de ar, e passa a ser amparada por outras pessoas que estavam na academia naquele momento.
A cena se torna ainda mais preocupante quando outros alunos aparecem no ambiente demonstrando sinais de mal-estar. Alguns tentam ajudar como podem, oferecendo apoio e tentando entender o que estava acontecendo. Não há alarme, não há correria organizada. O que se vê é um socorro improvisado, marcado pela urgência e pela falta de respostas claras.
Minutos depois, Juliana é colocada de pé com auxílio de frequentadores e levada para fora do prédio. Em um dos trechos do vídeo, um funcionário aparece cobrindo o rosto com um pano, detalhe que chamou a atenção de quem assistiu às imagens e, posteriormente, também das autoridades. Esse gesto, aparentemente simples, acabou levantando suspeitas importantes durante a investigação.
Horas após o ocorrido, veio a notícia que ninguém queria receber. Juliana não resistiu e faleceu já no Hospital Santa Helena, em Santo André. A partir daí, o caso ganhou contornos ainda mais sérios. Segundo as investigações, a principal hipótese está relacionada à manipulação inadequada de produtos químicos na piscina coberta da academia, o que pode ter provocado a intoxicação das vítimas.
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No mesmo dia, Juliana participava da aula ao lado do marido, Vinicius Oliveira. O casal percebeu algo estranho ainda dentro da piscina. A água apresentava um odor forte e um gosto incomum, algo que imediatamente causou desconforto. Após o término da atividade, ambos passaram mal e comunicaram o responsável pela turma, relatando o que haviam sentido.
Vinicius também precisou de atendimento médico e segue internado em estado grave, segundo informações mais recentes. Outras pessoas que estavam na academia naquele horário também foram encaminhadas para hospitais da região. Algumas já receberam alta, enquanto outras continuam em observação, dependendo da gravidade dos sintomas apresentados.
O inquérito policial segue em andamento, e um funcionário apontado como peça-chave no episódio ainda não foi localizado. Enquanto isso, o caso reacende um debate necessário sobre fiscalização, manutenção e protocolos de segurança em ambientes esportivos fechados, especialmente aqueles que utilizam produtos químicos de forma constante.
Mais do que um episódio isolado, a história de Juliana deixa um alerta importante. Academias, clubes e centros esportivos são locais associados à saúde e bem-estar. Justamente por isso, falhas nesse tipo de ambiente causam ainda mais impacto. A expectativa agora é que as investigações tragam respostas claras e que medidas sejam adotadas para evitar que situações semelhantes se repitam.





