Após morte de adolescente, academia quer Pedro Turra fora do quadro societário

A morte de Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16 anos, no último sábado (7/2), após permanecer 16 dias em estado gravíssimo na UTI, provocou uma forte reação nas redes sociais e gerou repercussões diretas sobre a Skyfit Academias, onde Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, investigado pelas agressões, atua como sócio-administrador. A unidade comandada por Turra e sua namorada passou a ser alvo de críticas e pedidos de boicote por parte de internautas indignados com o caso.
As agressões que levaram à morte do adolescente ocorreram em 22 de janeiro, em Vicente Pires (DF), e foram registradas por testemunhas. Inicialmente, a versão apresentada indicava que a confusão começou quando Turra teria jogado um chiclete mascado em um amigo de Rodrigo, e este reagiu em defesa do colega. Entretanto, novas investigações apontam que a motivação real pode ter sido ciúmes. Segundo relatos, Pedro Turra teria sido chamado por outro piloto menor de idade para agredir Rodrigo, incomodado pelo fato de o adolescente estar conversando com a ex-namorada dele.
Durante a agressão, Pedro desferiu um soco que fez Rodrigo bater a cabeça contra a porta de um carro. A vítima perdeu forças e caiu, e a briga foi interrompida por pessoas presentes no local. Rodrigo foi socorrido e levado ao hospital, onde permaneceu internado em estado crítico até a confirmação da morte cerebral. O caso gerou comoção entre familiares, amigos e a comunidade do Distrito Federal, que realizaram vigílias em frente ao hospital em oração pelo adolescente.
Diante da repercussão negativa, a Skyfit Academias divulgou nota oficial informando que iniciou o processo de exclusão de Pedro Turra do sistema de franquias. A empresa ressaltou que repudia veementemente qualquer ato de violência e não admite que sua marca seja associada a esse tipo de conduta. A Skyfit reforçou ainda seu compromisso com a ética, a paz e o respeito ao próximo, expressando solidariedade à família e aos amigos de Rodrigo.
O caso também trouxe à tona outras ocorrências envolvendo Pedro Turra. Entre elas, estão uma agressão com golpe conhecido como “mata-leão”, uma briga de trânsito que terminou com tapas no rosto de um homem de 49 anos e uma denúncia de coação de uma adolescente a ingerir bebida alcoólica. Essas informações indicam um histórico de comportamentos violentos do jovem, que agora segue preso em cela individual no Complexo Penitenciário da Papuda, após decisão do diretor do presídio.
Rodrigo Castanheira era estudante do Colégio Vitória Régia e participava de atividades esportivas, tendo sido jogador da base do Ceilândia Esporte Clube. Além disso, ele atuava como jovem aprendiz no programa CEP Talal Abu Allan, do Senac-DF. Amigos, colegas e familiares utilizaram as redes sociais para manifestar luto e prestar homenagens ao jovem, destacando sua importância na comunidade escolar e esportiva.
A Polícia Civil do Distrito Federal continua investigando o caso para esclarecer todas as circunstâncias que levaram à morte do adolescente. Entre os pontos analisados estão possíveis encobrimentos da motivação inicial da briga, a influência de terceiros e a conduta de familiares, além da verificação de eventuais novas vítimas ou episódios de violência envolvendo o investigado.
Especialistas em segurança e educação destacam que casos como o de Rodrigo reforçam a necessidade de maior atenção à prevenção de violência juvenil, monitoramento de conflitos e acompanhamento psicológico de adolescentes, especialmente em contextos esportivos e sociais que envolvem jovens em formação.
A tragédia do adolescente Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira evidencia a gravidade da violência entre jovens e os impactos diretos sobre famílias, instituições e a sociedade. A exclusão de Pedro Turra da Skyfit e a continuidade das investigações refletem a pressão social e a necessidade de responsabilização, enquanto a comunidade busca respostas e justiça pelo ocorrido.





