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Cantor morre aos 35 anos após luta contra doença e deixa filho de 3 anos

A música gaúcha amanheceu mais silenciosa nesta semana. Na última segunda-feira, 9 de março, morreu em Porto Alegre o cantor Juliano Garcia, conhecido por integrar o Grupo Vibração. O artista enfrentava uma batalha contra a Leucemia Linfoide Aguda, diagnosticada em 2024, e estava internado havia mais de um mês por causa de complicações relacionadas à doença.

A confirmação da notícia veio pelas redes sociais oficiais da banda, que publicou uma mensagem carregada de emoção. O texto, simples e cheio de carinho, descrevia o cantor como alguém que agora seguiria “cantando e tocando banjo nas paragens do criador”. A publicação rapidamente se espalhou entre fãs, amigos e músicos da cena local.

Quem acompanhava o trabalho do grupo sabe que Juliano tinha um jeito especial no palco. Não era apenas a voz ou o banjo. Era a forma de sorrir, de brincar com o público e de transformar qualquer apresentação em um momento leve. Esse tipo de coisa não se aprende facilmente — nasce com a pessoa.

Nos comentários da postagem, dezenas de mensagens começaram a aparecer. Algumas eram curtas, outras pareciam verdadeiras cartas abertas. Um fã escreveu que Juliano era “herói, referência e ídolo”. Outro lembrou do sorriso constante do músico, dizendo que ele sempre transmitia alegria por onde passava. Houve também quem agradecesse simplesmente pela oportunidade de ter convivido, mesmo que de longe, com a música dele.

É curioso como a música cria esse tipo de conexão. Muitas vezes a gente nunca encontrou o artista pessoalmente, mas sente como se conhecesse.

Além da carreira musical, Juliano tinha outra formação que pouca gente imaginava à primeira vista. Ele era formado em Direito. Mesmo assim, quem o conhecia de perto dizia que a paixão verdadeira sempre foi a música. Nos palcos com o Grupo Vibração, ele encontrava um espaço onde podia ser ele mesmo — cantando, tocando banjo e dividindo histórias.

Nos últimos anos, o grupo vinha construindo uma presença cada vez mais forte em eventos e apresentações no sul do Brasil. Em festas, casas de shows e encontros culturais, a banda reunia pessoas que buscavam justamente isso: música feita com energia e proximidade com o público.

Infelizmente, a luta contra a doença acabou se tornando parte da história recente do cantor. Desde o diagnóstico, amigos e fãs acompanharam atualizações e mensagens de apoio que circulavam nas redes sociais. Em tempos em que tanta coisa acontece ao mesmo tempo, histórias de superação e apoio coletivo acabam chamando atenção.

Juliano também deixa um legado muito pessoal: o filho Bernardo, de apenas três anos. Em várias fotos publicadas ao longo dos anos, o cantor aparecia ao lado do menino em momentos simples — brincando, sorrindo ou segurando um pequeno instrumento musical.

A despedida aconteceu no Cemitério São Miguel e Almas, onde familiares, amigos e admiradores prestaram as últimas homenagens. O clima foi de emoção, mas também de gratidão pela trajetória do artista.

Entre abraços e lembranças, uma sensação parecia comum entre todos: a de que a música continua. Porque, no fim das contas, artistas como Juliano deixam algo que vai além da presença física. Fica nas canções, nos vídeos guardados no celular de alguém, nas histórias contadas depois de um show.

E talvez seja justamente assim que muita gente vai continuar lembrando dele — com um banjo nas mãos, um sorriso no rosto e aquela energia de quem realmente amava estar ali, fazendo música.


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