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Morre a cadela Pretinha, que viveu por muito tempo com o cão Orelha na Praia Brava

A história da cadela Pretinha, conhecida por dividir a rotina com o cão Orelha na Praia Brava, em Florianópolis, comoveu moradores e usuários das redes sociais nesta semana. Na noite de segunda-feira, dia 9, Pretinha morreu após um quadro de falência renal, que foi agravado por complicações decorrentes da dirofilariose, enfermidade popularmente chamada de verme do coração. A confirmação da morte foi feita pelo empresário Bruno Ducatti, que acompanhava o caso de perto e publicou uma carta aberta relatando os últimos dias do animal.

No texto divulgado, Ducatti ressaltou que todos os esforços possíveis foram realizados pela equipe veterinária para tentar preservar a vida da cadela. Segundo ele, Pretinha passou por internação, exames detalhados e tratamentos com medicamentos de alto custo, sempre monitorada por profissionais especializados. O empresário afirmou que não houve negligência em nenhum momento e destacou que a situação evidenciou os limites da medicina veterinária diante de um quadro clínico extremamente delicado, mesmo com dedicação total até o fim.

A médica veterinária Fernanda Oliveira explicou que, além da insuficiência renal crônica, Pretinha desenvolveu um quadro de anemia como reação à medicação utilizada no tratamento. Ela informou que, após a morte de Orelha, ocorrida no dia 5 de janeiro, a cadela permaneceu por três dias sob cuidados intensivos. Liberada no dia 24, precisou retornar ao hospital apenas dois dias depois, permanecendo internada desde então, com acompanhamento constante e ajustes no protocolo de tratamento.

Orelha, companheiro inseparável de Pretinha, havia sido encontrado em estado crítico na praia por moradores no início de janeiro. Ele foi rapidamente levado para atendimento veterinário, mas não conseguiu se recuperar. Derli Royer, responsável pelo socorro emergencial, relatou que o animal apresentava alterações severas na região da cabeça e no olho esquerdo, além de sinais evidentes de desidratação, o que indicava que seu estado de saúde já era bastante comprometido no momento do resgate.

A Polícia Científica analisou o caso e apontou que Orelha sofreu um impacto intenso na cabeça, compatível com a ação de um objeto rígido ou contato físico direto. Durante a investigação, 24 testemunhas foram ouvidas e oito adolescentes chegaram a ser analisados como suspeitos. As apurações reuniram imagens, depoimentos e outros elementos considerados relevantes para a compreensão do ocorrido na Praia Brava.

Na terça-feira, dia 3, a Polícia Civil de Santa Catarina solicitou a internação de um adolescente apontado como responsável pelo caso envolvendo Orelha. Outros quatro adolescentes também foram alvo de representação em um episódio relacionado a outro cão, chamado Caramelo. De acordo com os investigadores, o principal suspeito deixou um condomínio da região por volta das 5h25 da manhã do dia 4 de janeiro de 2026 e retornou cerca de meia hora depois acompanhado, fato que gerou inconsistências em seu depoimento.

As investigações também apontaram que o adolescente viajou para fora do Brasil no mesmo dia em que a polícia identificou os suspeitos. Ele permaneceu fora do país até o dia 29 de janeiro, quando foi abordado ao desembarcar no aeroporto. No local, um familiar tentou ocultar peças de roupa consideradas importantes para o inquérito, mas o jovem admitiu que uma delas já estava em sua posse antes da viagem e teria sido usada no dia do ocorrido. O caso segue em andamento e continua mobilizando autoridades e a comunidade local.

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