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Bolsonaro faz mais um pedido a Alexandre de Moraes

A tentativa de ajustar a agenda de uma visita internacional ao ex-presidente Jair Bolsonaro movimentou o cenário político e jurídico em Brasília nesta quarta-feira (11). A defesa do ex-chefe do Executivo solicitou à Justiça a alteração da data para o encontro com o assessor do governo norte-americano Darren Beattie. O pedido propõe que a reunião ocorra em 16 de março, no período da tarde, ou em 17 de março pela manhã ou início da tarde. A solicitação foi apresentada com o argumento de que o visitante possui uma agenda diplomática curta no país, o que dificultaria a permanência na capital federal até a data inicialmente definida.

O tema ganhou destaque após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que havia autorizado a visita para o dia 18 de março, entre 8h e 10h da manhã. O encontro está previsto para ocorrer no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, em Brasília, local onde Bolsonaro permanece detido. A autorização foi concedida na terça-feira (10) após análise do pedido protocolado pela defesa do ex-presidente.

No novo documento encaminhado ao Supremo, os advogados argumentam que a agenda internacional do assessor norte-americano é extremamente limitada. De acordo com o texto, Beattie cumpre compromissos diplomáticos em diferentes países e não poderia permanecer em Brasília até o dia 18. Por esse motivo, a defesa voltou a sugerir as datas de 16 ou 17 de março, já apresentadas no pedido inicial, destacando que a mudança permitiria a realização do encontro dentro do período em que o representante dos Estados Unidos estará no Brasil.

Outro ponto citado no requerimento é que as datas propostas não coincidem com o calendário regular de visitas da unidade prisional. No batalhão da Polícia Militar onde Bolsonaro está custodiado, as visitas normalmente ocorrem às quartas-feiras e aos sábados. Mesmo assim, a defesa sustenta que a autorização excepcional poderia ser concedida devido ao caráter diplomático do encontro e ao fato de envolver um representante do governo estrangeiro com atribuições específicas relacionadas à política para o Brasil.

Darren Beattie atua como assessor sênior para assuntos ligados ao Brasil no Departamento de Estado dos Estados Unidos. Segundo aliados do ex-presidente, a conversa teria caráter institucional e estaria relacionada à troca de informações sobre o cenário político e diplomático entre os dois países. O encontro, caso ocorra, poderá chamar atenção por acontecer em um momento de intensa observação internacional sobre o contexto político brasileiro e sobre os desdobramentos envolvendo Bolsonaro.

Enquanto aguarda uma resposta do Supremo, o pedido da defesa mantém o tema em evidência nos bastidores de Brasília. A eventual mudança de data dependerá da avaliação do ministro Alexandre de Moraes, responsável por autorizar ou não a flexibilização do calendário de visitas. Até lá, a possibilidade de uma reunião entre o ex-presidente e o assessor do governo dos Estados Unidos continua despertando interesse político e diplomático, acompanhada de perto por analistas e observadores atentos aos próximos passos do caso.

 


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