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Participante é expulsa do Big Brother após cometer ato de racismo

O reality Gran Hermano Generação Dourada, exibido pela Telefe na Argentina, protagonizou um dos episódios mais polêmicos de sua história recente nesta quarta-feira, 11 de março de 2026. A participante paraguaia Masi, jornalista de profissão, foi expulsa imediatamente da casa após proferir uma série de comentários racistas e discriminatórios contra sua colega Jenny Mavinga, originária da República Democrática do Congo e residente em La Plata, Argentina.

O incidente ocorreu durante uma conversa informal na cozinha, enquanto Mavinga dançava no pátio. Na presença de outros participantes, como Danelik Galazan e Emanuel Di Gioia, Carmiña lançou frases que remetiam diretamente a estereótipos racistas e à história da escravidão: “Parece como si recién la hubieran comprado”, “Acaba de bajarse del barco”, “Allá hay una esclava por si querés ver, la sacaron de la jaula recién” e referências a “monito del barco”. Essas expressões desumanizavam Mavinga por sua cor de pele e origem africana, sendo captadas pelas câmeras e rapidamente viralizadas nas redes sociais, gerando repúdio generalizado.

A família de Jenny Mavinga reagiu de forma contundente. Por meio de um comunicado divulgado nas contas oficiais ligadas à participante, classificaram os comentários como racismo explícito e exigiram providências imediatas: “Comparar a uma pessoa africana com um ‘mono’ ou sugerir que ‘recién la compraron’ não é piada, é racismo”. O texto também criticou a cumplicidade de quem riu ou tolerou as falas, pedindo punições adicionais para os envolvidos e reforçando que o racismo não pode ser normalizado em nenhum ambiente.

A produção do programa, apresentado por Santiago del Moro, agiu com rapidez. A voz em off do “Big Brother” interveio diretamente na sala, expondo a gravidade da conduta — considerada “inadmissível” por violar o regulamento, que proíbe discriminação e ofensas graves. Após detalhar os motivos, anunciou a sanção: “A partir de este momento estás expulsada de mi casa. Debes abandonar la competencia inmediatamente”. Carmiña tentou se defender alegando que era “um chiste de muy mal gusto”, mas a decisão foi irrevogável.

Com isso, Carmiña Masi tornou-se a quinta pessoa a deixar a edição Generação Dourada, juntando-se a eliminações por voto popular e abandonos voluntários anteriores. Sua saída pela porta giratória representou um precedente no reality, pois tratou-se de expulsão direta por motivos éticos, e não por estratégia de jogo ou preferência do público. O caso reacendeu discussões sobre os limites do entretenimento televisivo e a responsabilidade de participantes e produção diante de discursos de ódio.

Jenny Mavinga, visivelmente abalada, manifestou sua perplexidade diante de Carmiña e dos demais confinados: “Nunca te hice nada, ¿por qué?”. A jovem, cuja trajetória de superação e migração tem sido destacada no programa, recebeu amplo apoio nas redes sociais, onde milhares de usuários aplaudiram a medida como um avanço contra a banalização do racismo em espaços públicos.

O episódio provoca uma reflexão profunda sobre como os realities, ao exporem dinâmicas humanas em tempo real, podem amplificar preconceitos enraizados na sociedade. A resposta célere da produção busca transmitir uma mensagem inequívoca: a discriminação não tem espaço no jogo nem na tela. Enquanto a casa segue com os participantes restantes, o caso de Carmiña Masi permanece como um marco na trajetória de Gran Hermano Argentina.


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