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Alexandre de Moraes autoriza Bolsonaro receber filhos no hospital

Ministro Alexandre de Moraes autoriza presença de Michelle e filhos durante internação de Bolsonaro

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, proferiu decisão nesta sexta-feira, 13 de março de 2026, autorizando o ex-presidente Jair Bolsonaro a receber a presença permanente de sua esposa, Michelle Bolsonaro, como acompanhante durante todo o período de internação no Hospital DF Star, localizado na Asa Sul de Brasília. Além disso, a ordem judicial liberou visitas dos filhos Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro e Laura Bolsonaro, bem como da enteada Letícia Firmo da Silva. A medida atende integralmente ao pedido formulado pela defesa do ex-presidente, que argumentou a necessidade de suporte familiar em meio ao quadro clínico delicado, conciliando assim o direito à saúde e o acompanhamento afetivo com as restrições impostas pelo sistema judicial.

A internação de Bolsonaro no hospital ocorreu na manhã do mesmo dia 13, após ele apresentar sintomas graves enquanto se encontrava recolhido no Complexo Penitenciário da Papuda, cumprindo medidas cautelares determinadas pelo próprio STF. O ex-presidente começou a sentir febre alta persistente, calafrios intensos, episódios repetidos de vômitos e uma queda significativa na saturação de oxigênio, o que levou a equipe médica da unidade prisional a solicitar transferência imediata para uma estrutura hospitalar equipada para atendimento de alta complexidade. A remoção foi realizada sob forte esquema de segurança, com escolta policial, e o paciente deu entrada diretamente na Unidade de Terapia Intensiva do DF Star.

O diagnóstico confirmado pela equipe médica responsável é de broncopneumonia bacteriana bilateral, com forte suspeita de origem aspirativa, quadro que compromete gravemente os pulmões de ambos os lados e exige intervenção rápida e intensiva. Bolsonaro permanece sob cuidados permanentes na UTI, recebendo antibióticos de amplo espectro por via intravenosa, oxigenoterapia e monitoramento contínuo de sinais vitais. A evolução do quadro é avaliada hora a hora pelos especialistas, que buscam controlar a infecção pulmonar e prevenir possíveis complicações sistêmicas decorrentes da inflamação generalizada.

Na manhã de quinta-feira, 14 de março, novos exames laboratoriais e de imagem indicaram piora na função renal do ex-presidente, associada a um aumento expressivo dos marcadores inflamatórios no sangue. Esses achados levaram os médicos a intensificar o protocolo terapêutico, com ajuste na hidratação, suporte medicamentoso adicional e vigilância rigorosa para evitar o agravamento do quadro renal ou o surgimento de sepse. Até o momento, não há previsão concreta de alta da UTI ou mesmo de transferência para leito clínico, e a equipe mantém a expectativa de que o tratamento possa demandar vários dias para demonstrar resultados consistentes.

A decisão do ministro Moraes incluiu disposições específicas para garantir a segurança do local e o cumprimento das medidas judiciais em vigor. Foi determinado policiamento ostensivo e permanente da Polícia Militar no entorno do hospital e no interior da unidade, com foco na área de internação. Além disso, ficou expressamente proibida a entrada de celulares, tablets, computadores ou qualquer outro dispositivo eletrônico na proximidade do quarto onde Bolsonaro está internado, medida destinada a preservar o sigilo das investigações criminais em andamento e evitar qualquer tipo de comunicação não autorizada.

A liberação de visitas familiares ocorre de forma restrita e controlada, limitada exclusivamente aos parentes próximos mencionados na decisão judicial. Michelle Bolsonaro foi autorizada a permanecer como acompanhante principal, podendo ficar ao lado do marido durante todo o período de internação, desde que respeitadas as normas hospitalares de higiene e biossegurança. Os filhos e a enteada poderão realizar visitas em horários previamente definidos pela direção do hospital e pela escolta, sempre sob supervisão para assegurar o cumprimento das restrições processuais.

A internação do ex-presidente acontece em um contexto de alta tensão política e jurídica, com processos penais tramitando no Supremo Tribunal Federal que envolvem acusações graves e medidas cautelares ainda em vigor. A decisão de Moraes reflete o esforço do Judiciário em equilibrar o rigor das obrigações legais impostas ao investigado com as necessidades impostas por uma condição médica séria e imprevisível. Enquanto o quadro de saúde de Bolsonaro evolui, as autoridades continuam acompanhando de perto tanto os aspectos clínicos quanto os judiciais, sem que haja, até o presente momento, qualquer alteração no regime de cumprimento das determinações cautelares.


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