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Goleiro Bruno diz se tem sentimento de pai por Bruninho e espera momento para contar

Mais de uma década depois de um caso que marcou o país, o goleiro Bruno voltou a falar publicamente sobre um tema delicado e pessoal: a relação com o filho Bruninho, hoje com 15 anos. Em entrevista recente, o ex-atleta refletiu sobre a distância entre os dois e reconheceu que, apesar da ausência física e emocional ao longo dos anos, ainda carrega sentimentos paternos. É um assunto sensível, que mistura passado, consequências e expectativas futuras.

Bruninho tinha apenas quatro meses de vida quando os acontecimentos envolvendo a morte de Eliza Samudio mudaram completamente o rumo de sua história. Desde então, ele cresceu longe do pai, cercado por uma narrativa pesada, amplamente divulgada e constantemente relembrada. Bruno reconhece esse cenário e admite que nunca participou efetivamente da criação do filho, algo que, segundo ele, tornou impossível a construção de uma relação próxima.

Durante a conversa, o ex-goleiro falou de forma direta sobre essa ausência. Disse entender que a falta de convivência impediu o surgimento de intimidade entre pai e filho e que isso não é algo que se resolve com palavras ou entrevistas. Para Bruno, o tempo perdido não pode ser recuperado, mas pode, talvez, ser compreendido. Ele demonstrou consciência dos impactos emocionais que essa distância provocou na vida do adolescente.

Mesmo sem contato direto, Bruno afirmou que acompanha a trajetória de Bruninho à distância. Segundo ele, informações sobre a rotina do filho chegam por meio de conhecidos e pessoas próximas. O ex-jogador fez questão de elogiar o comportamento e o caráter do adolescente, além da dedicação ao esporte. Bruninho, que segue os passos no futebol, é visto por ele como alguém que conseguiu transformar uma história difícil em motivação para crescer profissionalmente.

Em um dos trechos mais pessoais da entrevista, Bruno afirmou que deseja, em algum momento, conversar diretamente com o filho. Disse que tem vontade de apresentar sua versão dos fatos e explicar situações que, segundo ele, foram absorvidas por Bruninho ao longo dos anos de forma unilateral. “Eu tenho um filho homem, mas eu queria participar da vida dele”, afirmou. Em seguida, completou dizendo que sente o papel de pai, mesmo sem a convivência, e que isso é algo que carrega em silêncio.

O ex-goleiro também demonstrou cautela ao falar sobre uma possível reaproximação. Ele deixou claro que não pretende forçar nenhum tipo de contato e que respeita completamente as escolhas do filho. Inclusive, comentou que entende o fato de Bruninho não chamá-lo de pai, algo que, para ele, é consequência natural de tudo o que foi vivido e contado ao longo dos anos.

Para Bruno, qualquer chance de diálogo depende do tempo, da maturidade e, principalmente, da vontade do adolescente em ouvi-lo. Ele afirmou que espera esse momento sem impor condições, consciente de que não cabe a ele determinar quando ou se essa conversa acontecerá.

O caso, que ainda desperta debates e emoções intensas, mostra como histórias do passado continuam refletindo no presente. No centro disso tudo está um jovem que constrói sua identidade longe dos holofotes do pai e um homem que, mesmo carregando erros e consequências, afirma não ter deixado de sentir. É uma relação marcada pela distância, pelo silêncio e pela espera, onde o futuro segue em aberto, sem promessas, apenas com a expectativa de que o tempo traga algum tipo de resposta.

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