Morre Leidimar Oliveira Magalhães, de 42 anos, na Bahia

Um trágico caso de feminicídio seguido de suicídio abalou a cidade de Guanambi, no sudoeste da Bahia, na manhã de 19 de março. Os corpos de Leidimar Oliveira Magalhães, de 42 anos, e de seu ex-companheiro Flávio Júnior Castro de Souza, de 39 anos, foram encontrados dentro de uma residência no bairro Liberdade. A Polícia Civil investiga o crime como um ato premeditado, no qual a mulher foi atraída ao local sob a alegação de resolver pendências relacionadas à pensão alimentícia dos filhos do casal.
Leidimar e Flávio eram naturais de Palmas de Monte Alto e mantinham contato frequente mesmo após o divórcio oficializado em outubro de 2025. Segundo relatos preliminares, a vítima havia se deslocado a Guanambi para tratar também da revisão de sua motocicleta Honda CG 160 Fan, de cor vermelha, que ficou estacionada em frente à casa onde ocorreu o crime. O imóvel, localizado na Rua A, tornou-se o cenário de uma discussão que escalou rapidamente para violência extrema.
A mulher foi morta a tiros pelo ex-marido após cobrar o pagamento da pensão dos dois filhos adolescentes, de 16 e 14 anos. Testemunhas e familiares indicam que Flávio usou o pretexto da reunião para atrair Leidimar até o endereço, onde o confronto ocorreu. Após o feminicídio, o homem teria voltado a arma contra si próprio, cometendo suicídio no mesmo ambiente.
Os corpos foram localizados por familiares e vizinhos durante a tarde de quinta-feira, quando a ausência de Leidimar já gerava preocupação. Dentro da residência, os investigadores encontraram uma arma de fogo que, segundo a perícia inicial, foi utilizada nos dois disparos fatais. A cena foi imediatamente isolada para preservação de vestígios.
O casal deixava dois filhos órfãos, que agora enfrentam o impacto devastador da perda simultânea dos pais. Moradores do bairro Liberdade relataram forte comoção na comunidade, com relatos de que o relacionamento, embora encerrado legalmente, ainda era marcado por tensões financeiras e emocionais frequentes.
A Delegacia Territorial de Guanambi assumiu as investigações, trabalhando com a hipótese principal de feminicídio seguido de suicídio. Peritos analisam mensagens, histórico de conversas e possíveis testemunhas para esclarecer todos os detalhes que antecederam o crime.
O caso reacende o debate sobre a proteção de mulheres em situações de separação conflituosa e a necessidade de mecanismos mais eficazes para garantir o cumprimento de obrigações alimentares sem exposição a riscos. Enquanto a polícia conclui os laudos, a cidade de Guanambi lamenta mais uma vítima da violência doméstica que ceifou duas vidas em um único dia.



