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Lula se confunde e troca nome de Janja; Veja

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, protagonizou na noite de segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026, um momento de espontaneidade que rapidamente chamou a atenção da opinião pública e das redes sociais. Durante um evento realizado no município de Mauá, na região do ABC Paulista, Lula chamou a atual primeira-dama, Rosângela da Silva, conhecida como Janja, pelo nome de sua falecida esposa, Marisa Letícia Lula da Silva.

O episódio aconteceu em meio a um discurso direcionado a uma plateia composta principalmente por trabalhadores, sindicalistas e lideranças locais. Ao tratar de uma agenda prevista para os dias seguintes, o presidente declarou: “Semana que vem eu vou com a Marisa numa jamanta… com a Janja, numa jamanta dessa, e a Janja vai fazer mamografia”. A troca de nomes foi percebida no mesmo instante pelo próprio chefe do Executivo, que corrigiu a fala de forma imediata e natural, prosseguindo o discurso sem maiores interrupções ou sinais de constrangimento.

A gafe, embora tenha durado apenas alguns segundos, foi registrada pelas câmeras que transmitiam o evento ao vivo e logo se disseminou por grupos de WhatsApp, perfis de redes sociais e canais de notícias digitais. O trecho do vídeo, amplamente compartilhado, mostra Lula retomando o raciocínio com tranquilidade após a autocorreção, mantendo o tom coloquial e próximo que caracteriza suas falas em atos públicos.

Trocar o nome de parceiros atuais por nomes de ex-companheiros é uma situação recorrente na vida cotidiana, especialmente entre pessoas que mantiveram relacionamentos longos e significativos. Marisa Letícia, primeira-dama do Brasil entre 2003 e 2010, durante os dois primeiros mandatos de Lula, faleceu em 24 de janeiro de 2017, aos 66 anos, após sofrer um acidente vascular cerebral hemorrágico. Desde março de 2019, Janja exerce o papel de primeira-dama ao lado do presidente, participando ativamente de agendas institucionais e de iniciativas ligadas à cultura, direitos das mulheres e políticas sociais.

O discurso em Mauá integrou uma série de compromissos regionais do governo federal voltados à retomada de políticas públicas de inclusão social e à ampliação do acesso à saúde preventiva. No trecho em que ocorreu a confusão, Lula reforçava a importância de programas que garantam exames de rastreamento, como a mamografia, para o diagnóstico precoce do câncer de mama — tema que ele retomou logo após a correção, sem que o equívoco interferisse na mensagem central da fala.

Até o início da tarde desta terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República não havia emitido posicionamento oficial sobre o episódio. A reação predominante nas redes sociais variou entre brincadeiras leves, memes e comentários que destacaram a humanidade do presidente, sem que o fato tenha gerado, até o momento, uma controvérsia política de maior envergadura ou impacto institucional.

Episódios semelhantes já ocorreram com outros líderes políticos ao longo da história, sendo geralmente interpretados como lapsos naturais do discurso oral, sobretudo em falas longas e improvisadas. A imediata autocorreção de Lula e a continuidade serena do discurso contribuíram para que o momento fosse recebido, na maior parte das análises, como um incidente corriqueiro e desprovido de maiores consequências.

O evento em Mauá seguiu sua programação normal, com o presidente participando de homenagens a lideranças locais e de anúncios relacionados a obras de infraestrutura e programas sociais na região do ABC, tradicional reduto eleitoral e simbólico para o Partido dos Trabalhadores.

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