CPI do INSS cancela sessão após presidente da Dataprev ser internado

A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS precisou cancelar a sessão programada para esta segunda-feira, 23 de março de 2026. O motivo foi a internação de Rodrigo Assumpção, presidente da Dataprev, que seria ouvido pelo colegiado nesta tarde. A expectativa agora é pelo envio do atestado médico e mais detalhes sobre o estado de saúde do executivo.
O adiamento da reunião deixou em aberto algumas pendências importantes. Entre elas, o depoimento da ex-noiva de Daniel Vorcaro, a influenciadora Martha Graeff, que reside em Miami. A comissão tentou localizá-la, mas até o momento não houve sucesso. A presença dela era considerada relevante para esclarecer algumas das linhas de investigação que envolvem o INSS e questões administrativas da Dataprev.
A CPMI tem prazo limitado para funcionamento. Caso não haja prorrogação, a última sessão está marcada para quinta-feira, 26 de março, encerrando oficialmente os trabalhos da comissão. Recentemente, o presidente do colegiado, Carlos Viana (Podemos-MG), havia solicitado a prorrogação por mais 60 dias, alegando que ainda há diligências pendentes e que a presença de algumas testemunhas é essencial para a conclusão do relatório final. Até agora, porém, não houve sinalização de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) sobre o pedido.
O contexto político envolvendo a CPMI do INSS tem chamado atenção pela intensidade das discussões e pelo interesse público nos desdobramentos. Desde que a comissão começou a funcionar, questões relacionadas à gestão de benefícios, tecnologia da informação e possíveis falhas administrativas no INSS vêm sendo analisadas com rigor. A participação de Rodrigo Assumpção era esperada justamente para esclarecer procedimentos internos da Dataprev, empresa responsável pelo processamento de dados do INSS.
Nos bastidores, aliados de diferentes partidos acompanham de perto a situação, principalmente considerando que a comissão se aproxima do prazo final de funcionamento. Se a prorrogação não for aprovada, alguns depoimentos podem ficar sem registro formal, o que gera preocupação entre parlamentares que defendem a transparência no processo. Por outro lado, a internação de Assumpção é vista como uma situação que não poderia ser prevista e reforça a necessidade de flexibilidade na agenda da comissão.
O caso também levanta questões sobre a logística de convocação de testemunhas internacionais, como é o caso de Martha Graeff. O fato de morar nos Estados Unidos e não ter sido localizada demonstra a complexidade de acompanhar depoimentos em um contexto de investigação que envolve diferentes regiões e fuso horário.
Enquanto isso, a sociedade acompanha com interesse cada movimentação da CPMI. A expectativa é que, nos próximos dias, mais informações sejam divulgadas sobre a situação de Assumpção e sobre a possibilidade de prorrogação do prazo da comissão. Até lá, as atenções se voltam para a quinta-feira, data em que, caso nada seja alterado, a CPMI do INSS terá sua última sessão oficial.
A história mostra que a política brasileira nem sempre segue o calendário planejado, e que imprevistos, como internações ou dificuldades logísticas, podem impactar diretamente o andamento de investigações importantes. Resta acompanhar se os parlamentares conseguirão resolver essas questões a tempo de concluir a comissão com todos os depoimentos essenciais registrados.



