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Morre Roberto Marquis, humorista de A Praça É Nossa

Roberto Marquis, o icônico Guarda Juju do programa A Praça É Nossa, morreu na segunda-feira, 23 de março de 2026, aos 83 anos. O humorista paulista, que completaria 84 anos no dia 30 de março, deixou saudades entre gerações de brasileiros que cresceram assistindo às suas esquetes no SBT. A notícia foi confirmada por familiares e pela produção do programa, embora a causa da morte não tenha sido divulgada até o momento. Marquis estava afastado dos holofotes nos últimos anos, vivendo tranquilamente no litoral sul de São Paulo.

Nascido em 30 de março de 1942 na capital paulista, Marquis construiu uma carreira sólida que atravessou décadas de televisão, teatro e cinema. Sua maior marca, porém, foi o personagem Teobaldo, o Guarda Juju, um policial desastrado e carismático que se tornou sinônimo de bom humor no programa comandado por Carlos Alberto de Nóbrega. Com frases marcantes e uma presença cômica inconfundível, o Guarda Juju divertiu o público por mais de duas décadas, consolidando o quadro como um dos maiores clássicos do humor brasileiro.

Além do Guarda Juju, Marquis interpretou outros personagens emblemáticos no mesmo programa, como o japonês Tanaka e o Osório, figuras que reforçavam o estilo escrachado e popular do humorístico. Sua versatilidade permitia transitar entre diferentes sotaques e tipos, sempre com timing preciso e uma energia que cativava plateia e colegas de elenco. Esses papéis ajudaram a definir o tom leve e irreverente que marcou o SBT na era de ouro dos programas de auditório.

Antes de se tornar referência no humor televisivo, Marquis já atuava em teatro e cinema, além de emprestar sua voz a dublagens que marcaram a infância de muitos. Sua trajetória incluiu ainda campanhas publicitárias antológicas, como a do “Boko Moko” do Guaraná Antarctica, que entrou para o imaginário popular. O ator soube equilibrar o trabalho na televisão com projetos mais intimistas, demonstrando uma dedicação constante à arte de entreter.

Nos últimos anos, Marquis optou por uma vida mais reservada, longe das câmeras, mas sempre acompanhado pelo carinho dos fãs. Amigos e ex-colegas de profissão destacam sua gentileza fora dos palcos e o profissionalismo que mantinha mesmo em gravações longas e extenuantes. A família, que preferiu manter o velório em caráter reservado, recebeu mensagens de solidariedade de nomes como Nóbrega e outros ícones do humor nacional.

A morte de Roberto Marquis representa a perda de um dos últimos grandes nomes da comédia brasileira da velha guarda. Seu estilo, que misturava simplicidade, improviso e conexão direta com o público, influenciou gerações de comediantes que hoje dominam as plataformas digitais. No momento em que o humor nacional se reinventa, o legado de Marquis serve como lembrete de que o riso pode ser ao mesmo tempo popular e eterno.

O velório e o enterro ocorreram em São Paulo, onde o artista passou a maior parte da vida. Descanse em paz, Guarda Juju. Sua Praça continuará sempre cheia de boas lembranças e do eco de um riso que marcou a história da televisão brasileira.

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