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Criança de 6 anos descobre o corpo da própria mãe de maneira terrível

Há acontecimentos que rompem a linha do tempo de uma família. Eles não chegam fazendo barulho, mas deixam um silêncio pesado, difícil de explicar. Quando uma criança se depara com a ausência definitiva da própria mãe, especialmente em circunstâncias inesperadas, o impacto emocional é profundo. Confusão, medo e perguntas sem resposta se misturam num instante que muda tudo. O lar, lugar associado a cuidado e segurança, passa a carregar uma lembrança dura demais para alguém tão pequeno.

Foi um cenário assim que veio à tona em Manaus nesta semana e comoveu moradores da Zona Sul da capital amazonense. A jovem Fabiane Marques dos Santos, de 22 anos, conhecida no bairro da Colônia Oliveira Machado pelo trabalho como designer de sobrancelhas, foi encontrada sem vida dentro da própria casa, na manhã de segunda-feira, 9 de fevereiro. A notícia se espalhou rápido, entre mensagens de celular, grupos de vizinhos e conversas sussurradas nas calçadas.

Quem encontrou Fabiane foi o filho, um menino de apenas 6 anos, que morava com a mãe. De acordo com informações repassadas à Polícia Militar, a criança acreditava que ela estivesse dormindo. Tentou acordá-la, chamou, insistiu. Sem resposta, fez o que estava ao seu alcance: ligou para o pai. Do outro lado da linha, veio a orientação para que fizesse uma chamada de vídeo e mostrasse a mãe. Bastaram alguns segundos para que o homem percebesse que algo não estava bem.

A partir daí, tudo aconteceu rápido. Familiares foram avisados, a polícia acionada, e agentes da 2ª Companhia Interativa Comunitária confirmaram o falecimento ao chegar ao local. O Instituto Médico Legal realizou a remoção do corpo e iniciou os procedimentos técnicos de praxe. O laudo preliminar indicou que a morte ocorreu por asfixia, o que levou o caso a ser tratado como investigação criminal.

Vizinhos relataram aos policiais que Fabiane e o companheiro, Felipe Ferreira, haviam passado o domingo juntos, consumindo bebida alcoólica. Nada que, até então, chamasse atenção fora do comum. Em comunidades pequenas, rotinas se repetem e raramente alguém imagina que algo grave possa acontecer ao lado.

Horas depois da descoberta, Felipe foi detido pela polícia no momento em que saía do trabalho e solicitava um carro por aplicativo. A suspeita é de que o ocorrido tenha acontecido ainda pela manhã e que ele tenha seguido a rotina normalmente, numa tentativa de afastar desconfianças. Levado à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros, ele negou envolvimento e permanece à disposição da Justiça enquanto as investigações seguem.

Em meio a procedimentos, depoimentos e análises técnicas, existe uma realidade que não aparece nos relatórios: a de uma criança que terá de lidar com uma perda precoce e com lembranças difíceis de elaborar. Psicólogos costumam lembrar que situações assim exigem acompanhamento cuidadoso, apoio familiar e tempo. Não há fórmula pronta para explicar o inexplicável a alguém tão jovem.

O caso de Fabiane segue sendo apurado pelas autoridades, enquanto parentes e amigos tentam organizar o luto e pensar nos próximos passos. Para a comunidade, fica a sensação de choque e a reflexão incômoda de que, às vezes, tragédias acontecem exatamente onde menos se espera: dentro de casa.

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