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Flávio vence Lula no 2º turno com 5,8 pontos de diferença, diz Futura

A corrida presidencial de 2026 começa a ganhar contornos mais definidos, ao menos no campo das simulações. Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira, dia 10, pelo instituto Futura em parceria com a Apex Partners, trouxe números que chamaram atenção em Brasília e também nos bastidores dos partidos. O levantamento indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentaria dificuldades em alguns cenários de segundo turno, especialmente contra nomes ligados à direita e ao centro-direita.

De acordo com os dados, Lula aparece atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). No confronto direto com Flávio, o petista registra 42,4% das intenções de voto, enquanto o senador soma 48,2%. É uma vantagem que se manteve praticamente estável em relação à pesquisa de janeiro, com pequenas oscilações dentro da margem de erro. Já contra Tarcísio, o cenário é semelhante: o governador paulista surge com 47,4%, ante 41,4% de Lula.

Esses números ajudam a entender por que o nome de Tarcísio segue sendo tratado como uma peça-chave no xadrez eleitoral, mesmo sem ele confirmar qualquer intenção de disputar o Planalto. Em São Paulo, sua gestão tem sido observada de perto por aliados e adversários, e a visibilidade nacional cresce na mesma proporção.

Nos demais cenários testados, o quadro é bem mais equilibrado. Contra o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), Lula aparece com 42,1%, enquanto o adversário tem 45,2%. Já diante de Ronaldo Caiado (PSD), governador de Goiás, há praticamente um empate técnico: 43,1% para Lula e 42,3% para Caiado. Situação parecida se repete no embate com Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, em que o presidente marca 43,3% e o mineiro, 42,4%.

O único confronto em que Lula surge numericamente mais confortável é contra Eduardo Leite (PSD). Nesse caso, o petista tem 42,7% das intenções de voto, frente a 38,5% do ex-governador do Rio Grande do Sul. Ainda assim, chama atenção o percentual elevado de eleitores que dizem votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, que chega a 16,5% nesse cenário específico.

Aliás, esse é um ponto que atravessa toda a pesquisa. Dependendo do confronto, os votos brancos, nulos ou em nenhum dos nomes variam de 8,2% a 25,6%. Os indecisos, embora em menor número, também aparecem de forma constante, oscilando entre 1,1% e 2,4%. Esses dados reforçam a percepção de que o eleitorado ainda está longe de uma decisão fechada, mesmo com a eleição se aproximando.

A pesquisa ouviu 2.000 eleitores em 769 cidades brasileiras, entre os dias 3 e 7 de fevereiro, por meio de entrevistas telefônicas assistidas por computador. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Nomes como Jair Bolsonaro, inelegível até 2030, e Fernando Haddad, atual ministro da Fazenda, ficaram fora das simulações.

No fim das contas, o levantamento não crava vencedores, mas sinaliza tendências. Mostra um Lula ainda competitivo, porém pressionado, e um campo adversário fragmentado, mas com figuras que crescem em projeção nacional. Até 2026, muita coisa pode mudar — e, como a própria pesquisa sugere, o eleitor ainda está em fase de observação.

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