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Dilma Rousseff lamenta morte de grande líder brasileiro: “Recebo com grande pesar a notícia”

A última quarta-feira, 11 de fevereiro, foi marcada por uma despedida que tocou profundamente parte da história recente do país. A ex-presidenta Dilma Rousseff usou suas redes sociais para lamentar a morte do Almirante de Esquadra Julio Soares de Moura Neto, aos 83 anos. A notícia, recebida com pesar, trouxe à tona memórias de uma trajetória que atravessou décadas dentro da Marinha do Brasil.

Diretamente do X, antigo Twitter, Dilma abriu o coração. Em poucas linhas, mas carregadas de significado, ela definiu o almirante como um dos principais líderes navais do país e referência para colegas e subordinados ao longo de mais de cinco décadas de carreira. Não houve menção à causa da morte. O foco, ao que tudo indica, foi prestar homenagem a um homem que fez parte de seu governo e que teve papel central em projetos estratégicos.

Moura Neto comandou a Marinha durante o mandato de Dilma. E não foi um período qualquer. O Brasil vivia debates intensos sobre soberania, defesa e investimentos em tecnologia nacional. Nesse contexto, segundo a própria ex-presidenta, o almirante liderou avanços importantes na força naval. Entre eles, o programa de desenvolvimento de submarinos, considerado um dos mais ambiciosos da história recente da instituição.

Ele também participou do projeto do primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear, uma iniciativa que, desde os anos 1970, mobiliza pesquisadores, engenheiros e militares. Para muitos especialistas em defesa, trata-se de um passo estratégico para ampliar a capacidade de proteção das águas territoriais. Dilma fez questão de citar ainda o conceito de “Amazônia Azul”, expressão usada para reforçar a importância econômica e ambiental do espaço marítimo brasileiro.

Outro ponto destacado foi a ampliação da presença feminina na Marinha. Ao longo dos últimos anos, a participação de mulheres nas Forças Armadas tem sido tema de discussões e avanços graduais. Moura Neto, segundo Dilma, incentivou esse movimento dentro da instituição, contribuindo para uma mudança cultural que ainda está em curso.

“Recebo com grande pesar a notícia do falecimento do Almirante de Esquadra Julio Soares de Moura Neto”, escreveu ela. A mensagem seguiu ressaltando a defesa da soberania nacional como marca de sua atuação. Não foi apenas um protocolo. O tom era pessoal, quase confessional.

E não é a primeira vez, neste mês de fevereiro, que Dilma se manifesta publicamente para lamentar uma perda. Dias antes, ao comentar outro falecimento, afirmou que “o Brasil perdeu um herói”. A frase repercutiu e mostrou como certas despedidas ultrapassam divergências políticas e alcançam um campo mais humano.

Em tempos de redes sociais aceleradas, onde as notícias surgem e desaparecem em minutos, há algo de simbólico quando uma ex-chefe de Estado pausa a rotina para recordar um antigo colaborador. Independentemente de posições ideológicas, o reconhecimento público revela respeito por uma trajetória construída dentro de uma instituição que integra a estrutura permanente do país.

A morte de Moura Neto encerra um ciclo, mas também reacende discussões sobre o papel estratégico da Marinha e os projetos iniciados em sua gestão. Fica o registro de uma carreira longa, marcada por desafios e decisões relevantes. E, acima de tudo, fica a mensagem de que, por trás dos cargos e das patentes, existem histórias que deixam marcas reais na vida nacional.

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