Plantão da Globo anuncia morte de grande nome da música

O mundo da música amanheceu mais silencioso nesta semana. O “Jornal da Globo” noticiou a morte de Greg Brown, guitarrista e um dos fundadores da banda norte-americana Cake. Ele tinha 55 anos e, segundo comunicado oficial, enfrentava uma “rápida doença”. A causa não foi detalhada. A informação também foi confirmada pelo perfil oficial da banda nas redes sociais, o que rapidamente mobilizou fãs ao redor do mundo.
“É com o coração pesado que informamos o falecimento de Greg Brown após uma rápida doença. Greg foi parte essencial do som e do desenvolvimento inicial do Cake”, diz a nota publicada online. A mensagem foi simples, mas carregada de emoção. Em poucos minutos, comentários começaram a se multiplicar, com admiradores relembrando shows, discos e momentos marcantes.
Para quem viveu os anos 1990 com um rádio ligado ou uma MTV passando clipes alternativos, o nome Cake não é estranho. A banda surgiu em 1991, na Califórnia, misturando rock alternativo, country, funk e até toques de música latina. Greg Brown esteve ali no começo, ajudando a moldar uma identidade sonora que fugia do padrão da época.
Canções como “The Distance” e “Never There” atravessaram fronteiras. A versão irreverente de “I Will Survive” também virou marca registrada do grupo, com arranjos que misturavam ironia e energia crua. Era um som diferente, meio despretensioso, mas extremamente cativante. E a guitarra de Greg fazia parte dessa construção.
Ele permaneceu no Cake até 1998. Depois disso, cofundou a banda Deathray e seguiu explorando novas possibilidades musicais. Ao longo da carreira, colaborou com artistas ligados ao Weezer e outros nomes da cena alternativa. Quem acompanhou de perto diz que ele tinha paixão pela criação, pelo processo de experimentar timbres, riffs e letras que fugiam do óbvio.
A notícia da morte pegou muitos fãs de surpresa. Não havia informações públicas sobre problemas de saúde recentes. A expressão “rápida doença”, usada no comunicado, deixou no ar uma sensação de algo inesperado e difícil de assimilar. Em tempos de redes sociais, as homenagens surgem quase instantaneamente. Vídeos antigos de shows começaram a circular novamente, relembrando a energia do palco.
E não foi só Greg Brown que partiu recentemente. No dia 26 de janeiro, o mundo também se despediu de Sly Dunbar, aos 73 anos. Para quem aprecia reggae, o nome é praticamente lendário. Dunbar tocou ao lado de artistas como Peter Tosh e Bob Marley, ajudando a construir uma base rítmica que influenciou gerações. Sua bateria marcou época e atravessou décadas.
Essas perdas, tão próximas no calendário, reforçam a sensação de que uma geração importante da música está se despedindo. São artistas que ajudaram a criar trilhas sonoras pessoais para milhões de pessoas. Aquela música que tocava no carro, no primeiro CD comprado com o próprio dinheiro, ou no show que ficou na memória.
Greg Brown deixa um legado ligado à criatividade e à autenticidade. Pode não ter sido o rosto mais midiático da banda, mas foi peça fundamental na construção de um som que continua atual. Em playlists digitais ou vinis guardados com carinho, sua guitarra segue ecoando.
No fim, a música tem esse poder curioso: transforma ausência em presença constante. Enquanto alguém apertar o play e deixar “The Distance” tocar, um pedaço da história de Greg continuará vivo.





