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Moraes nega visita fora do horário de Flávio Bolsonaro a ex-presidente

A quarta-feira, 11 de fevereiro, foi movimentada nos bastidores de Brasília. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, negou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que o senador Flávio Bolsonaro realizasse uma visita fora do horário regular na unidade onde ele está custodiado. A decisão reforçou que as regras estabelecidas para o local devem ser cumpridas sem exceções.

Segundo os advogados, a solicitação foi feita porque Flávio retornava de uma viagem internacional e, por causa da agenda, não conseguiria comparecer no período habitual de visitas. A defesa argumentou que a flexibilização seria pontual. Ainda assim, o ministro entendeu que não havia justificativa suficiente para alterar a rotina da unidade.

O episódio aconteceu no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido popularmente como “Papudinha”. De acordo com registros mencionados na decisão, o senador esteve no local às 12h50 e deixou a unidade por volta das 13h. Ou seja, permaneceu ali cerca de dez minutos. Moraes destacou que ele poderia ter aguardado o horário regular da tarde, mas optou por sair antes.

A decisão foi clara ao afirmar que as visitas precisam seguir as normas internas, especialmente em ambientes de custódia que exigem protocolos rígidos de segurança. Para o ministro, abrir exceções poderia gerar questionamentos sobre tratamento diferenciado. Em casos que envolvem figuras públicas, esse cuidado costuma ser ainda maior, justamente para evitar interpretações equivocadas.

O tema ganhou repercussão imediata nas redes sociais e nos corredores do Congresso. Aliás, Brasília tem vivido dias intensos, com pautas que misturam política, Justiça e disputas narrativas. Cada despacho ou decisão acaba sendo analisado sob diferentes prismas.

No mesmo período, Jair Bolsonaro enfrenta outro prazo importante. Ele tem dez dias para apresentar defesa em uma representação do Ministério Público Militar que pede sua expulsão das Forças Armadas. Trata-se de um processo administrativo que corre em paralelo às demais frentes jurídicas que envolvem o ex-presidente.

Para especialistas em direito militar, o procedimento segue ritos próprios e pode levar tempo até uma conclusão. Ainda assim, o simples fato de existir uma representação desse tipo já adiciona um componente político ao cenário. Afinal, a relação de Bolsonaro com as Forças Armadas sempre foi parte relevante de sua trajetória pública.

A negativa de Moraes, embora técnica, acabou se tornando mais um capítulo dessa sequência de decisões judiciais que cercam o ex-presidente. Em um ambiente onde cada gesto é observado com lupa, até mesmo um pedido de visita ganha contornos maiores.

É importante lembrar que unidades de custódia seguem regras que valem para todos os internos, independentemente de cargo ou histórico político. Horários, lista de visitantes e protocolos de entrada são definidos para garantir organização e segurança. Alterações pontuais precisam de fundamentação consistente.

Enquanto isso, a movimentação em torno do caso continua. Parlamentares aliados comentam o episódio, opositores também se manifestam e o debate segue nas redes. Brasília, como de costume, não para.

Entre decisões judiciais e prazos processuais, o cenário político brasileiro atravessa mais uma fase de tensão e expectativa. E, ao que tudo indica, novos desdobramentos ainda devem surgir nos próximos dias.

 

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