Fabio de Melo admite erro: ‘Não teve nenhum Demônio me levando’

O padre Fábio de Melo voltou a chamar atenção nas redes sociais nesta semana, mas não por conta de agenda de shows ou lançamento de livro. Em um vídeo publicado no Instagram, ele fez uma reflexão direta sobre responsabilidade pessoal, erros e fé. Sem rodeios, afirmou que não quer ser visto como vítima e que assume integralmente as próprias falhas.
A declaração repercutiu rapidamente. Em poucos minutos, a publicação já acumulava milhares de curtidas e comentários — algo comum quando se trata do sacerdote mineiro, que há anos transita entre a igreja, a música e o universo digital com naturalidade. Mas o tom dessa vez foi mais introspectivo.
“Não quero ser vítima de nada. Todos os meus erros eu cometi porque de fato errei. Não teve nenhum demônio me levando para aquilo”, disse ele, olhando diretamente para a câmera. A fala, simples e firme, pareceu um recado claro sobre maturidade espiritual. Em tempos em que é comum terceirizar culpas ou buscar justificativas externas, o padre preferiu assumir a própria responsabilidade.
Ele também fez questão de equilibrar o discurso. Segundo Fábio, da mesma forma que não atribui seus erros a forças externas, também não coloca exclusivamente em Deus o mérito por suas atitudes corretas. “Não interpreto a minha bondade como sendo algo que Deus fez. Acho que Deus me deu capacidade de tudo”, afirmou.
A reflexão segue uma linha que ele já vinha desenvolvendo em outras ocasiões: fé não como fuga da realidade, mas como consciência. Para ele, Deus concede capacidade, liberdade e discernimento. O que cada pessoa faz com isso, no fim das contas, é escolha individual.
Em outro trecho do vídeo, o sacerdote comentou que, quando age corretamente, sente que Deus o acompanha nesse processo. “Eu sei que Deus está sendo bom comigo, em mim, por mim”, disse, acrescentando uma frase curiosa: “Gosto de dizer que Deus mora nas preposições”. A metáfora arrancou elogios nos comentários, com seguidores destacando a profundidade da imagem.
Mas foi ao falar dos erros que o tom ficou ainda mais pessoal. “Quando eu erro, eu erro solitariamente também. O erro é meu. Por mais que eu tenha tido razão naquele momento, eu posso ter errado mesmo tendo razão, tentando acertar”, completou. A frase resume bem a ideia central: nem sempre estar certo em um argumento significa agir da melhor forma.
A publicação surge em um momento em que o padre tem sido alvo frequente de debates nas redes, seja por posicionamentos, seja por episódios polêmicos que ganharam repercussão nacional nos últimos meses. Ainda assim, ele tem mantido uma postura de diálogo e reflexão, característica que o acompanha desde que começou a ganhar projeção fora do ambiente religioso.
Nos comentários, muitos seguidores agradeceram pela honestidade. Outros compartilharam experiências pessoais, dizendo que também estão aprendendo a reconhecer os próprios equívocos sem buscar culpados externos. Em meio a um ambiente digital muitas vezes marcado por julgamentos rápidos, a fala do padre soou como convite à autorresponsabilidade.
No fim, a mensagem é simples, mas profunda: fé não anula responsabilidade. Ao contrário, amplia a consciência sobre escolhas e consequências. E talvez seja justamente isso que explique o alcance de suas palavras — elas não falam apenas de religião, mas de humanidade.





