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Secretário que tirou a vida filhos teria recebido supostos vídeos da esposa com amante; veja

Uma tragédia familiar abalou a cidade de Itumbiara, em Goiás, na noite de 11 de fevereiro de 2026, quando Thales Naves Alves Machado, de 40 anos, secretário de Governo da prefeitura local e genro do prefeito Dione Araújo, atirou contra seus dois filhos e, em seguida, cometeu suicídio. O incidente deixou um menino de 12 anos morto e outro de 8 anos gravemente ferido, internado em estado crítico em uma unidade de terapia intensiva. A polícia civil trata o caso como homicídio seguido de suicídio, sem indícios de envolvimento de terceiros, e a investigação prossegue para esclarecer as circunstâncias exatas.

Os fatos ocorreram na residência da família, onde vizinhos relataram ter ouvido disparos e, posteriormente, descoberto a cena após uma postagem nas redes sociais feita pelo próprio Thales. A perícia encontrou cheiro de gasolina no local, sugerindo uma possível tentativa inicial de outro método, e a arma posicionada sobre o peito do secretário. O filho mais velho, Miguel, não resistiu aos ferimentos, enquanto Benício luta pela vida em um hospital da região. A mãe das crianças, Sarah Tinoco Araújo, filha do prefeito, estava em viagem a São Paulo no momento do ocorrido.

Thales era uma figura proeminente na administração municipal, casado com Sarah e pai dedicado, segundo relatos de conhecidos. No entanto, o casal enfrentava uma crise conjugal há meses, com indícios de separação de fato, embora não oficializada. Amigos próximos mencionam que o secretário vinha demonstrando sinais de instabilidade emocional, agravados por desconfianças no relacionamento. A prefeitura decretou luto oficial de três dias, e o prefeito Dione Araújo, avô das vítimas, expressou profundo pesar em nota pública.

Horas antes da tragédia, Thales publicou uma carta de despedida em suas redes sociais, descrevendo um “limite improvável” alcançado devido ao fim do casamento e à descoberta de uma infidelidade por parte da esposa. No texto, ele se refere aos filhos como “anjos que vieram comigo” e alude a dores emocionais insuportáveis. Essa publicação viralizou rapidamente, servindo como alerta para vizinhos que acionaram as autoridades, mas já era tarde para intervir.

Em meio ao luto, vídeos supostamente capturados por um detetive particular contratado por Thales começaram a circular nas redes sociais, mostrando Sarah em momentos íntimos com outro homem em um restaurante de alto padrão em São Paulo. As imagens, que incluem beijos e carícias, foram atribuídas à investigação de traição e ganharam milhares de visualizações em plataformas como Instagram e X. Perfis de influenciadores e páginas de fofoca amplificaram o conteúdo, associando-o diretamente à motivação do ato.

A repercussão do caso gerou debates intensos sobre machismo, violência doméstica e privacidade, com críticas ao vazamento das imagens que expõem a viúva em um momento de dor. Especialistas em saúde mental alertam para os riscos de crises conjugais não tratadas, enquanto a sociedade local se mobiliza em solidariedade à família Araújo. A polícia investiga a origem dos vídeos e sua autenticidade, enfatizando que traição, real ou percebida, não justifica atos de violência extrema.

Enquanto a investigação avança, a cidade de Itumbiara tenta processar o impacto dessa perda irreparável, com o enterro de Miguel marcado por forte comoção e o velório realizado na residência do prefeito. O episódio serve como lembrete doloroso das consequências de conflitos não resolvidos, deixando uma comunidade em choque e uma família despedaçada em busca de respostas e cura.

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