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Adolescente de 15 anos é morta pelo pai na Bahia

A cidade de Irará, no interior da Bahia, acordou mais silenciosa nesta sexta-feira. Pequena, com pouco mais de 30 mil habitantes e distante cerca de 134 quilômetros de Salvador, o município não está acostumado a lidar com notícias tão duras. Na noite de quinta-feira, 12, uma adolescente de 15 anos, Beatriz Alves Moraes da Silva, teve a vida interrompida em circunstâncias que ainda estão sendo investigadas pela Polícia Civil.

O corpo da jovem foi encontrado em um terreno baldio. De acordo com as primeiras informações divulgadas pelas autoridades, o principal suspeito é o próprio pai da adolescente, Danilo Moraes da Silva, de 39 anos. A polícia informou que ele foi encontrado sem vida dentro de um imóvel da família, localizado em um loteamento residencial da cidade.

Segundo a Polícia Civil, foram expedidas as guias para perícia e remoção, e diligências seguem em andamento para esclarecer a motivação do ocorrido. A investigação busca reconstruir as últimas horas antes do fato, entender a dinâmica e ouvir testemunhas que possam contribuir para o esclarecimento do caso.

Familiares relataram à TV Subaé, afiliada da Rede Bahia, que Beatriz saiu de casa acompanhada do pai com a intenção de ir a uma pizzaria. No entanto, apenas ele retornou. A informação aumentou a apreensão entre parentes e amigos, até que, horas depois, a confirmação trouxe um impacto difícil de descrever.

Em cidades do interior, onde muitos se conhecem pelo nome e pela história da família, acontecimentos assim atravessam a rotina de todos. Não é apenas uma notícia; é algo que mexe com a escola, com os vizinhos, com os comerciantes da praça. Beatriz era estudante, tinha amigos, planos, conversas marcadas para o dia seguinte. De repente, tudo ficou suspenso.

Em nota oficial, a Prefeitura de Irará lamentou profundamente o falecimento da adolescente. O comunicado destacou que Beatriz era uma pessoa querida por todos e que deixava uma marca de alegria e bondade por onde passava. “Que Deus conforte o coração de todos que tiveram o privilégio de conviver com ela”, diz o texto divulgado pela administração municipal.

A comoção também tomou conta das redes sociais. Mensagens de carinho, fotos antigas, lembranças de momentos simples do dia a dia começaram a circular. Professores, colegas e conhecidos expressaram incredulidade e tristeza. Em tempos em que tantas informações circulam rapidamente, há situações que param a cidade e fazem todo mundo refletir sobre a importância do diálogo e do cuidado com a saúde emocional dentro das famílias.

A Polícia Civil segue trabalhando para esclarecer completamente o caso. O objetivo, conforme informado, é reunir todos os elementos necessários para entender o que levou a esse desfecho tão doloroso. Enquanto isso, a cidade tenta encontrar algum sentido em meio à dor.

Irará, conhecida por suas festas tradicionais e pelo clima acolhedor do interior baiano, agora enfrenta dias de luto. Em meio à tristeza, fica a memória de uma adolescente descrita como doce, alegre e cheia de vida. Para os que ficaram, resta o desafio de transformar a saudade em lembrança e buscar apoio uns nos outros para atravessar esse momento difícil.

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