Sarah Araújo sepulta o segundo filho em Itumbiara

Em uma manhã sombria de sábado, 14 de fevereiro de 2026, a cidade de Itumbiara, em Goiás, vivencia mais um capítulo de uma tragédia familiar que abalou a comunidade local. O velório de Benício Araújo Machado, de apenas 8 anos, segundo filho baleado pelo próprio pai, Thales Naves Alves Machado, secretário de Governo da cidade, iniciou-se às 7h na residência do avô materno, o prefeito Dione Araújo, do União Brasil. O evento, restrito a familiares e amigos próximos, reflete o luto profundo que se instalou na região após o ocorrido.
O influenciador @vidocaofc, através do canal Bacci, mostrou a mãe desolada no velório do segundo filho, Benício. Em cenas lamentáveis, a mãe, Sarah Araújo, é vista carregando o caixão do próprio filho. Acompanhada de familiares, amigos e moradores, ela vela o filho em Itumbiara.
O crime chocante aconteceu na quarta-feira, 11 de fevereiro, quando Thales, em um ato de violência inexplicável, atirou contra os dois filhos antes de tirar a própria vida. Miguel Araújo Machado, o irmão mais velho de 12 anos, não resistiu aos ferimentos e faleceu imediatamente no local. Benício, por sua vez, foi socorrido e lutou pela vida por dois dias na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Estadual de Itumbiara, mas veio a óbito na sexta-feira, 13 de fevereiro, intensificando a dor da família e da sociedade.
A prefeitura de Itumbiara decretou luto oficial de três dias em homenagem às vítimas, demonstrando o impacto da perda não apenas no âmbito pessoal, mas também no contexto político e social da cidade. Dione Araújo, avô das crianças e figura proeminente na administração municipal, tem sido o centro das atenções, equilibrando o papel de líder público com o sofrimento familiar. A comunidade expressa solidariedade através de mensagens e homenagens, destacando a inocência das crianças envolvidas.
O sepultamento de Benício está previsto para as 9h no Cemitério Avenida da Saudade, o mesmo local onde Miguel foi enterrado na quinta-feira anterior. Esse ritual final marca o encerramento de um ciclo de dor imediata, mas inicia um período de questionamentos sobre as circunstâncias que levaram ao ato extremo. Investigadores buscam compreender os motivos por trás da ação de Thales, que ocupava um cargo de confiança no governo local, levantando debates sobre saúde mental e prevenção de violências domésticas.
A tragédia expõe vulnerabilidades em famílias aparentemente estruturadas, onde pressões profissionais e pessoais podem culminar em desfechos irreversíveis. Em Itumbiara, uma cidade conhecida por sua tranquilidade no interior goiano, o evento serve como alerta para a importância de redes de apoio psicológico e monitoramento de sinais de distress em indivíduos com responsabilidades públicas. A comoção gerada ultrapassa os limites municipais, ecoando em discussões nacionais sobre segurança familiar.
Enquanto a família Araújo Machado tenta encontrar forças para seguir em frente, a ausência de Benício e Miguel deixa um vazio irreparável. Histórias de infância interrompidas, sonhos não realizados e o luto coletivo reforçam a necessidade de empatia e união comunitária. A cidade, agora marcada por essa perda, pode transformar a dor em ações preventivas, honrando a memória das crianças.
Por fim, essa narrativa de tragédia familiar em Itumbiara nos lembra da fragilidade da vida e da urgência em fomentar diálogos abertos sobre bem-estar emocional. Embora o tempo possa amenizar a dor aguda, o legado de Benício e Miguel perdurará como um chamado para maior vigilância e compaixão, garantindo que tais eventos não se repitam em outras famílias.





