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Avião aborta decolagem em alta velocidade no Aeroporto de Guarulhos

Na noite de domingo, 15 de fevereiro, quem estava no voo LA8146 viveu minutos de tensão no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. A aeronave da LATAM Airlines Brasil tinha como destino Lisboa, em Portugal, com partida prevista para as 19h10. Tudo parecia dentro do cronograma até o momento em que o avião já ganhava velocidade na pista e, de repente, precisou interromper a decolagem.

O procedimento aconteceu quando a aeronave já estava em alta aceleração, prestes a deixar o chão. Imagens que circularam nas redes sociais mostram fumaça saindo dos pneus no instante da frenagem. Para quem assistiu de dentro ou de fora, a cena impressionou. Mas, na prática, trata-se de um protocolo previsto na aviação mundial: se o piloto identifica qualquer sinal fora do padrão, a orientação é interromper a decolagem imediatamente.

De acordo com a companhia, a manobra foi realizada com total segurança. Não houve feridos entre passageiros ou tripulantes. Após a parada, todos desembarcaram normalmente e receberam assistência. Parte dos clientes foi encaminhada para hotéis na região, enquanto outros foram reacomodados em voos posteriores.

Em nota oficial, a LATAM esclareceu que a interrupção seguiu os procedimentos padrão para esse tipo de situação e reforçou que a segurança é prioridade absoluta em suas operações. A empresa não detalhou qual foi o fator específico que levou à decisão do piloto, algo comum nesses casos enquanto as análises técnicas são conduzidas.

O episódio ocorreu em um dia já complicado no aeroporto. Horas antes, drones foram avistados próximos às pistas, o que provocou a suspensão temporária das operações. A presença desses equipamentos, quando não autorizada, representa risco real à aviação. Por isso, as autoridades precisaram agir rapidamente, inclusive com o uso de bloqueadores de sinal para afastar os aparelhos.

Essa combinação de fatores acabou gerando atrasos e cancelamentos ao longo da tarde e da noite. Passageiros relataram espera prolongada, filas e incerteza sobre horários. Ainda assim, especialistas lembram que medidas preventivas são fundamentais. A decisão de interromper uma decolagem, mesmo em alta velocidade, demonstra que os protocolos estão sendo seguidos à risca.

Na aviação comercial, existe um conceito chamado “rejected takeoff”, que é justamente a decolagem abortada. Embora não seja algo frequente, faz parte do treinamento dos pilotos. Eles passam por simulações constantes para lidar com falhas técnicas, alertas no painel ou qualquer comportamento inesperado da aeronave. O objetivo é simples: evitar riscos maiores.

Para quem estava a bordo do LA8146, o susto certamente ficará na memória. Viajar para a Europa já envolve expectativa, planejamento e, muitas vezes, meses de organização. Ter o voo interrompido no último instante não estava nos planos de ninguém. Ainda assim, a maioria dos passageiros reconheceu que, diante da situação, a prioridade deveria ser mesmo a segurança.

O caso também reacende o debate sobre o uso irresponsável de drones nas proximidades de aeroportos. O equipamento pode parecer inofensivo, mas, quando operado perto de rotas de pouso e decolagem, coloca em risco centenas de pessoas. Autoridades brasileiras vêm reforçando campanhas de conscientização e fiscalização para evitar novos episódios.

No fim das contas, o que poderia ter se transformado em um problema maior terminou como um exemplo de aplicação correta dos protocolos. A aeronave permaneceu em solo, os passageiros foram assistidos e as operações seguiram após os ajustes necessários. Em tempos de redes sociais e informações rápidas, vale lembrar: na aviação, parar pode ser exatamente o que garante que todos cheguem bem ao destino.

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