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Caso de Mpox em Porto Alegre acende sinal de atenção para o período carnavalesco

O capital gaúcho Porto Alegre registrou nesta terça-feira (17) o primeiro caso confirmado de Mpox em 2026, reacendendo a atenção de autoridades de saúde e da população às vésperas do Carnaval — um dos maiores eventos de aglomeração do país. A confirmação acontece em um momento em que o município ainda carrega na memória os registros do ano anterior e busca reforçar prevenção e cuidado entre foliões e moradores. 

Segundo a Vigilância Epidemiológica de Porto Alegre, o paciente diagnosticado é morador da cidade, mas contraiu o vírus fora do estado do Rio Grande do Sul, o que indica a circulação contínua da doença mesmo após períodos em que os casos haviam diminuído. Em 2025, o município somou 11 diagnósticos confirmados da infecção. 

A Mpox, doença causada por um vírus do mesmo grupo da varíola, é transmitida, sobretudo por meio de contato direto com lesões na pele, secreções respiratórias ou saliva de pessoas infectadas, além de superfícies e objetos contaminados. Essa característica torna eventos com grande circulação de pessoas, como festas e blocos de Carnaval, situações em que as orientações sanitárias merecem atenção redobrada. 

O novo caso reitera a necessidade de que foliões, familiares e visitantes estejam atentos a sinais e sintomas típicos da infecção. Entre os primeiros indicativos estão febre, dor de cabeça, dores musculares, fraqueza e aumento de linfonodos, frequentemente seguidos pelo surgimento de lesões na pele que variam em aparência ao longo dos dias. 

Em comunicado oficial, a Prefeitura de Porto Alegre reforçou que a prevenção começa bem antes do início dos festejos: todos são orientados a examinar a própria pele e observar atentamente qualquer alteração, como bolhas ou feridas, antes de participar de eventos públicos. Caso algum sinal suspeito seja identificado, a recomendação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e orientação adequada. 

Além disso, as autoridades destacam que medidas simples podem fazer grande diferença: a higienização frequente das mãos, evitar o compartilhamento de objetos pessoais, e em casos de grandes aglomerações, o uso de máscaras pode contribuir para reduzir as chances de transmissão. Evitar contato físico próximo com pessoas que apresentem alterações cutâneas suspeitas também faz parte das recomendações preventivas. 

Embora não exista um surto declarado nem um cenário epidêmico em Porto Alegre, a confirmação do primeiro caso de Mpox em 2026 serve como sinal de alerta para a continuidade da vigilância e adoção de cuidados básicos, especialmente neste período em que milhares de pessoas se preparam para celebrar o Carnaval — um período festivo que reúne participantes de diversas regiões, ampliando a importância de práticas de saúde pública responsáveis.

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