Primeiro caso de Mpox é confirmado em Porto Alegre

A Vigilância Epidemiológica de Porto Alegre confirmou, nesta semana, o primeiro caso de Mpox registrado na capital gaúcha em 2026. A doença, causada por um vírus semelhante ao da varíola, mas geralmente menos grave, tem sido monitorada de perto pelas autoridades de saúde em todo o país. O anúncio veio em um momento sensível, com a proximidade do Carnaval, período que pode aumentar o risco de transmissão devido a aglomerações e contatos próximos.
O paciente diagnosticado é um residente de Porto Alegre, que contraiu a infecção fora do estado do Rio Grande do Sul. De acordo com informações divulgadas pela Secretaria Municipal de Saúde, o indivíduo procurou atendimento médico após apresentar sintomas característicos, e o diagnóstico foi confirmado por meio de exames laboratoriais. Esse caso isolado não indica um surto local, mas serve como alerta para a necessidade de vigilância contínua.
A Mpox se manifesta principalmente por lesões na pele, febre, dor de cabeça, fadiga e inchaço nos gânglios linfáticos. A transmissão ocorre por contato direto com lesões infectadas, secreções respiratórias ou objetos contaminados. Embora a doença seja mais comum em contextos de contato íntimo, ela pode se espalhar em ambientes lotados, o que reforça a importância de medidas preventivas em eventos festivos.
No ano anterior, 2025, Porto Alegre registrou 11 casos confirmados de Mpox, refletindo uma tendência nacional de controle gradual após picos em anos anteriores. No Brasil, desde o surgimento dos primeiros registros em 2022, o Ministério da Saúde tem implementado campanhas de vacinação e conscientização, ajudando a reduzir o número de óbitos e hospitalizações associadas à doença.
As autoridades municipais de Porto Alegre reforçaram orientações para a população, enfatizando a higiene das mãos, o uso de preservativos em relações sexuais e a inspeção da pele antes de participar de festas. A prefeitura também destacou a disponibilidade de vacinas para grupos prioritários, como profissionais de saúde e pessoas com maior exposição ao risco.
Com o Carnaval se aproximando, o caso acende um alerta para todo o país, onde dezenas de infecções já foram reportadas em 2026 em outros estados. Especialistas recomendam que os foliões evitem contatos desnecessários com lesões suspeitas e procurem assistência médica imediata ao notarem sintomas, visando conter qualquer possível disseminação.
Embora a Mpox não represente uma ameaça pandêmica como outrora, sua reaparição em contextos urbanos como Porto Alegre lembra a importância da vigilância global em saúde. Com medidas adequadas, é possível manter a doença sob controle, permitindo que a sociedade desfrute de momentos de lazer sem comprometer a segurança coletiva.





