Adolescentes jogaram um cão do alto de um prédio e dentro de um rio

A noite da última quarta-feira (11), terminou com revolta e comoção em Itajaí, no litoral norte de Santa Catarina. Três adolescentes foram apreendidos suspeitos de envolvimento em um caso de maus-tratos contra um cão, em um episódio que mobilizou moradores e autoridades e reacendeu o debate sobre a proteção animal no País. Muitas pessoas se mostraram revoltadas com a atitude dos adolescentes e estão pressionando as autoridades para que tomem alguma providência.
De acordo com informações da Guarda Municipal de Itajaí, a equipe da Guarda Ambiental foi acionada para atender a uma ocorrência na Rua Domingos Braz Sedez, no bairro Cordeiros. Testemunhas relataram que o animal teria sido lançado em um rio da região e, posteriormente, levado até um prédio abandonado nas proximidades, de onde teria sido jogado do alto da edificação.
O cão não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. A cena causou indignação entre moradores, que acionaram as autoridades assim que perceberam a movimentação suspeita e passaram a compartilhar informações nas redes sociais, ampliando a repercussão do caso.
Após buscas nas imediações, os três adolescentes foram localizados e encaminhados à delegacia para os procedimentos cabíveis. Até o momento, não houve manifestação da defesa dos envolvidos, e o caso segue sob apuração das autoridades competentes.
O episódio em Itajaí ocorre em meio a uma sequência de registros recentes de ataques a cães em diferentes regiões do Brasil. Nas últimas semanas, situações semelhantes foram notificadas nos Estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, provocando forte reação popular e cobranças por medidas mais rígidas de responsabilização.
Entre os casos que mais repercutiram está o do cão comunitário Orelha, de 10 anos, também em Santa Catarina. O animal foi encontrado em estado gravíssimo após sofrer agressões e, diante da gravidade das lesões, passou por eutanásia. Inicialmente, informações apontavam a participação de um grupo, mas a investigação indicou que o ato teria sido cometido por um único adolescente, que chegou a viajar para os Estados Unidos em excursão escolar após o ocorrido e retornou ao Brasil antes do previsto, a pedido dos investigadores.
A sucessão de episódios tem provocado manifestações em diversas capitais brasileiras, com mobilizações organizadas por protetores independentes e entidades de defesa animal. Os protestos pedem justiça, aplicação rigorosa da legislação e políticas públicas mais eficazes para prevenir novos casos, reforçando a necessidade de conscientização e fiscalização permanente para garantir a proteção dos animais.





