Após 52 dias de buscas, avó das crianças que desapareceram em Bacabal faz revelação

O desaparecimento das crianças Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, Maranhão, completa 52 dias sem resolução, mantendo a comunidade e o país em estado de comoção e expectativa. Os irmãos sumiram no dia 4 de janeiro de 2026, após saírem de casa com o primo Anderson Kauã, de 8 anos, para brincar e procurar um pé de maracujá na região rural. O menino foi encontrado vivo quatro dias depois, a cerca de quatro quilômetros da comunidade, mas sem memória clara dos fatos, o que aumentou o mistério em torno do caso.
A avó materna, Francisca Cardoso, concedeu entrevista recente na qual fez uma revelação contundente: ela acredita firmemente que os netos não estão mais na mata. Segundo suas palavras, “eu creio que no mato eles não estão mais. Alguém levou eles daqui”. Francisca argumenta que as buscas exaustivas realizadas por equipes especializadas, incluindo cães farejadores, drones, helicópteros e mais de 260 agentes, percorreram extensas áreas sem encontrar qualquer vestígio das crianças, reforçando sua convicção de que houve intervenção de terceiros.
A força-tarefa mobilizada desde o primeiro dia explorou cerca de 200 quilômetros de mata densa, trechos do Rio Mearim, lagos e zonas alagadas, com apoio inclusive da Marinha para varreduras subaquáticas. Apesar do esforço contínuo e diário, nenhum indício concreto surgiu, o que levou a família a questionar as hipóteses iniciais de que as crianças simplesmente se perderam ou caíram no rio. Francisca reconhece o empenho das autoridades, afirmando que “não é falta de procura”, mas insiste que os pequenos não teriam condições físicas de se afastar tanto sozinhos.
A Polícia Civil do Maranhão mantém o inquérito em andamento, com a linha principal ainda apontando para a possibilidade de acidente na mata ou no Rio Mearim, embora sem corpos ou evidências materiais que confirmem essa tese. A ausência de pistas palpáveis após quase dois meses tem gerado questionamentos entre familiares e moradores locais, que cobram avanços mais decisivos na investigação. Informações repassadas pela família sugerem que a polícia avalia cenários alternativos, incluindo a ideia de que as crianças foram acompanhadas por um adulto em algum momento.
O impacto emocional na família é profundo. Francisca descreve um quadro de desespero constante, com pressão alta, dores de cabeça persistentes e dificuldades para se alimentar, enquanto a mãe das crianças, Clarice Cardoso, enfrenta não apenas a angústia pelo sumiço dos filhos, mas também julgamentos e especulações nas redes sociais. A avó mantém a esperança de que os netos estejam vivos e em segurança, possivelmente com alguém que os levou do local.
O caso ganhou repercussão nacional, com cobertura constante da mídia e mobilização de forças de segurança. A comunidade do quilombo segue abalada, e as buscas, embora intensas, não trouxeram o desfecho esperado. Enquanto novas informações são checadas pela polícia, a família clama por respostas que expliquem o que realmente aconteceu naquele domingo fatídico de janeiro.
Até o momento, o desaparecimento de Ágatha Isabelly e Allan Michael permanece sem solução definitiva, transformando-se em um dos episódios mais intrigantes e dolorosos do ano no Maranhão. A revelação da avó Francisca Cardoso adiciona uma camada de complexidade à investigação, reforçando a necessidade de que todas as hipóteses sejam exaustivamente exploradas para trazer alívio a uma família que vive entre a dor e a incerteza.





