Após a morte de um jovem aluno, testemunhas contaram que um idoso seria o principal suspeito

A morte de um estudante de 15 anos após uma confusão envolvendo alunos da Escola Estadual Marcelo Tulman Neto, no Itaim Paulista, zona leste de São Paulo, gerou comoção entre moradores, pais e colegas. O caso aconteceu na terça-feira, dia 24 de fevereiro, e expôs uma sequência de acontecimentos que começou dentro da unidade de ensino e terminou do lado de fora, com consequências irreversíveis para uma família que agora busca respostas.
De acordo com relatos de pessoas próximas e informações divulgadas pelo portal Metrópoles, a situação teve início durante o intervalo das aulas, em uma partida de futebol na quadra da escola. Empurrões e provocações entre estudantes teriam dado origem a uma discussão que se intensificou ao longo do período escolar, culminando em um confronto na saída da instituição.
Testemunhas afirmam que, já do lado de fora, a discussão evoluiu e um dos adolescentes arremessou uma pedra contra outro estudante. O jovem atingido sofreu ferimentos na cabeça, precisou de atendimento médico imediato e levou cerca de 30 pontos para tratar o corte. Ele também teria machucado um dos dedos ao tentar se proteger e permanece internado, com previsão de alta nos próximos dias.
Em meio à confusão, Davi Roberto, de 15 anos, tentou intervir para apartar a briga entre os colegas. Segundo relatos, ele acabou sendo atingido por um soco e caiu na rua. Na sequência, um homem identificado por testemunhas como avô de um dos envolvidos se aproximou e atingiu o adolescente com uma faca de pão na região do abdômen, fugindo logo depois.
Davi foi socorrido e encaminhado para atendimento hospitalar, onde passou por cirurgia. Apesar dos esforços médicos, o ferimento era profundo e o adolescente não resistiu. A faca utilizada foi localizada e apreendida pelas autoridades, que agora trabalham para esclarecer todos os detalhes do ocorrido.
A Polícia Militar foi acionada e registrou a ocorrência. O caso é investigado pelo 59º Distrito Policial, no Jardim dos Ipês, conforme informou a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. Em nota, a pasta declarou que diligências estão em andamento para localizar o suspeito, que não foi encontrado até o momento.
Procurada pela reportagem, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou que apura os fatos e acompanha a situação. Enquanto isso, familiares e amigos organizam uma manifestação em frente à escola para sexta-feira, dia 27 de fevereiro, às 18h30. Pais de alunos afirmam que as aulas seguiram normalmente após o ocorrido e relatam insatisfação com a condução da escola diante da perda do estudante, o que intensificou o clima de tristeza e indignação na comunidade.



