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Bolsonaro está ‘muito inchado’ e ‘irritado’ na UTI, diz Carlos após visita

Nos últimos dias, a internação do ex-presidente Jair Bolsonaro no hospital DF Star voltou a chamar atenção da imprensa e da população. O ex-vereador Carlos Bolsonaro, filho número 2 do ex-presidente, visitou o pai e compartilhou informações sobre o estado de saúde dele em suas redes sociais, trazendo novos detalhes sobre a situação delicada.

Segundo Carlos, o pai apresenta sinais de inchaço corporal, consequência do tratamento com antibióticos. “Desta vez conversamos menos. Seu corpo está visivelmente muito inchado, em razão dos antibióticos, e seu estado psicológico segue naturalmente irritado diante de tudo o que está acontecendo”, escreveu o filho, acrescentando que estão trabalhando com advogados para acelerar medidas que preservem a vida do ex-presidente.

O boletim médico mais recente, divulgado pelo hospital na manhã de hoje, aponta que Bolsonaro permanece estável, mas houve piora em alguns marcadores clínicos. Especialmente a função renal apresenta alterações, e os níveis de inflamação seguem elevados. O tratamento inclui hidratação intravenosa, administração de dois antibióticos e fisioterapia respiratória e motora, além de medidas preventivas contra trombose venosa.

O senador Flávio Bolsonaro comentou a situação dizendo que, embora o quadro esteja “administrado”, existe preocupação com a função renal. “As notícias que eu tive dos médicos é que ele não melhorou de ontem para hoje, mas estabilizou. Está com uma sobrecarga nos rins. Parece que tem alguma insuficiência renal. Mas está administrado”, afirmou durante agenda em Rondônia.

O início do tratamento foi motivado por um episódio ocorrido na unidade prisional Papudinha, onde Bolsonaro passou mal com vômitos e dificuldade para respirar. O diagnóstico médico foi broncopneumonia bilateral aguda, causada por refluxo do conteúdo estomacal para os pulmões. Os médicos explicaram que as bactérias presentes nesse material podem causar infecção grave, especialmente nos pulmões, sendo o esquerdo o mais afetado.

O doutor Leandro Echenique, responsável pelo tratamento, destacou que a resposta ao antibiótico será monitorada diariamente e que a idade do ex-presidente – ele completa 70 anos no próximo dia 21 de março – e seu histórico de saúde influenciam diretamente na velocidade de recuperação. “Na faixa etária dele, é esperada uma recuperação mais lenta. Com as comorbidades que ele tem, também são fatores agravantes”, afirmou Echenique.

Enquanto isso, aliados políticos continuam pedindo medidas de atenção à saúde de Bolsonaro. A deputada Bia Kicis defendeu que o ex-presidente não retorne à Papudinha, considerando o estado grave em que ele chegou ao hospital. Ontem, Flávio Bolsonaro também reforçou o pedido de prisão domiciliar humanitária, com acompanhamento da família e da equipe médica. “Estão brincando com a vida dele. O mínimo que deveria ter é uma domiciliar humanitária”, disse.

O cenário atual evidencia um momento delicado, em que a saúde do ex-presidente se mantém estável, mas com complicações significativas. Entre familiares, médicos e aliados, a prioridade segue sendo a preservação da vida, o monitoramento constante da função renal e o manejo cuidadoso da infecção pulmonar. A atenção da sociedade e da imprensa permanece voltada para a evolução do quadro clínico, que ainda não tem previsão de alta da UTI.


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