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Carlos Alberto de Nóbrega revela pedido que fez a Silvio Santos

O clima era de celebração nos estúdios do SBT nesta quarta-feira, 4 de março. A emissora promoveu uma coletiva especial para homenagear os 90 anos de Carlos Alberto de Nóbrega, que completa a nova idade no próximo dia 12. Mesmo prestes a atingir uma marca tão simbólica, o apresentador segue ativo, participando no mesmo dia da gravação de um programa comemorativo preparado especialmente para a data. 

Com postura serena e discurso firme, Carlos Alberto falou sobre os valores que nortearam sua trajetória na televisão. Disciplina e respeito à hierarquia foram pontos centrais da conversa. Para ele, essas características nunca foram obstáculos à criatividade. Pelo contrário, ajudaram a construir um ambiente de confiança ao longo de décadas. “Eu sempre procurei ser muito disciplinado. Acho isso fundamental em qualquer lugar, principalmente quando se trabalha com tanta gente”, comentou. 

O apresentador aproveitou o momento para relembrar sua chegada ao SBT, em 8 de abril de 1987. Na época, teve uma conversa direta e franca com Silvio Santos. O acordo foi simples e, segundo ele, decisivo para tudo o que veio depois. Carlos Alberto não quis discutir valores ou contratos. Fez apenas um pedido: liberdade para criar. “Eu só pedi uma coisa: ter liberdade no meu trabalho. E até hoje ninguém nunca pediu para tirar ou colocar nada. Nunca. Tenho total liberdade”, afirmou, com naturalidade. 

Essa autonomia criativa ajudou a consolidar A Praça é Nossa como um dos programas mais duradouros da televisão brasileira. Para o apresentador, no entanto, o projeto vai além de uma obrigação profissional. Ele faz questão de dizer que não encara o programa como trabalho. “A Praça, para mim, é um prazer”, resumiu, revelando o vínculo afetivo com o humor que produz há tantos anos. 

Em um tom mais nostálgico, Carlos Alberto também falou sobre o início da carreira e a relação com o pai, Manoel de Nóbrega, considerado um dos grandes pioneiros do humor no Brasil. A primeira experiência em A Praça foi simples, quase improvisada. Eram apenas cinco comediantes no elenco, e muitas cenas surgiam como conversas espontâneas. “Eu nem era comediante. Era uma troca. Eu falava mal do pai, ele falava mal do filho”, relembrou, com um sorriso. 

Apesar da parceria marcante, ele destacou que trabalhou poucos anos ao lado do pai, cerca de seis ou sete. Depois disso, sentiu que era hora de seguir o próprio caminho. A decisão ajudou a moldar sua identidade artística e consolidar seu espaço de forma independente na televisão. 

Nos bastidores, Carlos Alberto também aproveitou para esclarecer como se vê no comando do programa. Questionado se é centralizador, respondeu com humor e sinceridade. “Não sou centralizador. Eu sou ciumento”, disse, arrancando risos. Para ele, esse “ciúme” nada mais é do que cuidado com o programa, com a equipe e com a história construída ao longo de quase quatro décadas. 

Aos 90 anos, Carlos Alberto de Nóbrega segue como um exemplo raro de longevidade profissional. Sua trajetória mostra que respeito, coerência e liberdade criativa ainda são capazes de atravessar gerações — e continuar fazendo rir.

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