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Carnaval 2026 registra 130 mortes em rodovias federais e é o mais letal da década, diz PRF

O Carnaval de 2026 marcou um triste recorde nas rodovias federais brasileiras, com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrando o maior número de mortes em acidentes de trânsito da última década. Durante a operação especial realizada entre os dias 13 e 18 de fevereiro, foram contabilizadas 130 fatalidades, um número que supera em muito os registros de anos anteriores e reflete os desafios persistentes na segurança viária durante períodos de grande mobilidade.

Os dados preliminares divulgados pela PRF em uma coletiva de imprensa em Brasília revelam um panorama alarmante: além das 130 mortes, ocorreram 1.241 acidentes e 1.481 feridos. Esses números representam um aumento de aproximadamente 8,54% nos acidentes graves em comparação com o Carnaval de 2025, quando foram registradas 85 mortes. A intensificação do tráfego, somada a fatores como o consumo de álcool e a imprudência ao volante, contribuiu para esse cenário preocupante.

Comparado aos carnavais da década, 2026 se destaca negativamente. Desde 2020, os índices de letalidade vinham apresentando variações, mas nenhum período festivo havia atingido tal patamar. Em 2025, por exemplo, a redução nas fatalidades havia sido atribuída a campanhas de conscientização mais eficazes e a um maior rigor nas fiscalizações, o que não se repetiu neste ano, possivelmente devido ao aumento no volume de veículos nas estradas.

Entre as causas identificadas pela PRF, destacam-se a ultrapassagem indevida, o excesso de velocidade e a direção sob influência de substâncias psicoativas. Muitos acidentes ocorreram em trechos de rodovias com alto fluxo de turistas e foliões, onde a fadiga dos motoristas também se mostrou um fator agravante. A análise inicial aponta que a maioria das vítimas era de jovens adultos, o que reforça a necessidade de ações educativas direcionadas a esse público.

A operação da PRF envolveu o reforço de efetivo em pontos estratégicos, com testes de alcoolemia e verificações de documentação. Apesar dos esforços, o balanço indica que as medidas preventivas não foram suficientes para conter o pico de incidentes. Autoridades destacaram a importância de parcerias com estados e municípios para uma abordagem mais integrada, incluindo o uso de tecnologias como radares móveis e drones para monitoramento.

O impacto social dessas estatísticas vai além dos números frios, afetando famílias inteiras e sobrecarregando o sistema de saúde pública. Hospitais em regiões turísticas relataram lotação nos pronto-socorros durante o feriado, com atendimentos emergenciais priorizando vítimas de colisões. Esse quadro serve como um lembrete doloroso de que o Carnaval, embora uma celebração cultural vibrante, pode se transformar em tragédia quando a responsabilidade no trânsito é negligenciada.

Para mitigar riscos futuros, especialistas defendem a adoção de políticas de longo prazo, como investimentos em infraestrutura rodoviária e campanhas permanentes de educação no trânsito. O Carnaval de 2026, com seu legado sombrio, pode impulsionar mudanças necessárias, promovendo uma cultura de segurança que preserve vidas e permita que as festas continuem sendo sinônimo de alegria, não de luto.

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