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Caso Golden Beach: Professora Jacelma Alves denuncia fraude em apartamento em Recife e expõe síndico

Denúncias envolvendo apartamento no Golden Beach Flat Hotel chegam às autoridades e levantam questionamentos sobre gestão condominial

Uma disputa envolvendo a propriedade de um apartamento no Golden Beach Flat Hotel passou a ser alvo de denúncias formais e questionamentos judiciais. A proprietária do imóvel afirma ter sido alvo de uma série de irregularidades administrativas e pressões relacionadas à situação do apartamento. O caso envolve relatos de tentativa de negociação do imóvel por um valor muito abaixo do mercado e supostas intervenções dentro da unidade sem autorização.

Segundo o relato apresentado pela moradora, o síndico do condomínio, Carlos Eduardo Balbinot, teria encaminhado uma corretora identificada como Jane até sua empresa, acompanhada de uma suposta interessada na compra do imóvel. Na ocasião, teria sido apresentada uma proposta de aproximadamente R$ 50 mil. A proprietária afirma que o valor estaria muito distante do preço estimado do apartamento, que segundo ela poderia chegar a cerca de R$ 500 mil em condições normais de mercado.

Após o episódio, a moradora relata que começaram a ocorrer alterações no interior do imóvel. De acordo com sua versão, serviços como água e gás teriam sido interrompidos e diversos itens teriam sido removidos da unidade, incluindo torneiras, chuveiros, conexões hidráulicas e peças de pias do banheiro. Para a proprietária, essas ações teriam contribuído para a descaracterização do apartamento e levantaram dúvidas sobre a legalidade das intervenções.

Outro ponto mencionado envolve a atuação de funcionários da administração do condomínio. A denunciante afirma que teria sido orientada por Tania Regina Catisano a retirar seus pertences do apartamento, pois os móveis estariam sendo desmontados e poderiam ser encaminhados para um depósito localizado no subsolo do prédio. Ainda segundo o relato, a funcionária teria afirmado que o imóvel já não pertenceria mais à moradora, informação que, de acordo com a denunciante, teria sido atribuída ao síndico.

A situação se agravou quando, conforme o depoimento apresentado, o advogado Hisbelo Oliveira da Silva teria informado que o apartamento não estaria mais sob a titularidade da proprietária e que existiria interesse em adquirir o imóvel por um valor ainda menor. Diante da situação, a moradora decidiu buscar orientação jurídica independente para analisar os fatos e entender quais medidas legais poderiam ser tomadas.

O advogado que passou a acompanhar o caso posteriormente avaliou, segundo a proprietária, que o apartamento continuaria sendo de sua titularidade e que qualquer pendência financeira relacionada ao condomínio deveria ser resolvida por meio de negociação ou decisão judicial. O defensor também teria apontado que intervenções dentro da unidade, como retirada de equipamentos ou alteração de instalações, dependeriam de autorização judicial ou de procedimentos legais específicos.

A proprietária relata ainda que, ao retornar ao apartamento acompanhada de seu advogado, encontrou sinais de arrombamento na porta da unidade. Segundo ela, não houve acesso às imagens das câmeras de segurança do condomínio nem esclarecimentos formais da administração sobre o ocorrido. O caso foi levado à Polícia Civil de Pernambuco, além de comunicações encaminhadas ao Ministério Público de Pernambuco e à Ordem dos Advogados do Brasil. Ao final de seu relato, a moradora fez um desabafo que resume sua expectativa diante da situação: “Acredito na Justiça. Isso é um crime. Um golpe no Golden Beach Flat Hotel.”


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