Cenas Fortes: Avó de crianças desaparecidas em Bacabal é atropelada após denunciar suspeitos

O desaparecimento das crianças Ágatha e Allan, em Bacabal, no interior do Maranhão, ganhou um novo e preocupante capítulo na última sexta-feira (27). Francisca Cardoso, avó dos menores, foi atropelada dias após conceder entrevista na qual afirmou acreditar que os netos teriam sido levados por alguém da própria comunidade. O episódio aumentou a tensão em torno do caso, que já mobiliza moradores da região e autoridades há cerca de dois meses.
De acordo com informações divulgadas pela TV Meio Norte, dona Francisca e o esposo, José Emídio, seguiam de motocicleta para comprar mantimentos quando foram atingidos por uma caminhonete modelo Hilux branca, nas proximidades do local conhecido como Correão. O motorista não permaneceu no local após o ocorrido, o que gerou apreensão entre familiares e vizinhos. Ambos foram socorridos e encaminhados ao hospital de Bacabal.
Dona Francisca sofreu fraturas no punho e no joelho, enquanto José Emídio teve uma fratura exposta no joelho. O casal deverá passar por procedimentos cirúrgicos e permanece sob cuidados médicos. A circunstância do atropelamento e o fato de ter ocorrido poucos dias após as declarações da avó levantaram questionamentos na comunidade sobre uma possível ligação entre os episódios. Até o momento, as autoridades não confirmaram qualquer relação direta.
Em entrevista concedida no fim de fevereiro, Francisca afirmou acreditar que o desaparecimento dos netos teria sido planejado. Segundo ela, “alguém levou com a ajuda de alguém”, destacando que pessoas próximas conheciam a rotina da família. A declaração ganhou repercussão e ampliou o debate nas redes sociais, onde o caso já vinha sendo acompanhado com grande comoção e, em alguns momentos, com especulações.
A avó relatou ainda que enfrenta problemas de saúde desde o desaparecimento das crianças, incluindo pressão alta, dores de cabeça e dificuldades para se alimentar. A família também afirma sofrer ataques e julgamentos virtuais, o que tem intensificado o desgaste emocional. Em meio à dor e à incerteza, Francisca mantém o apelo público para que qualquer informação relevante seja comunicada às autoridades.
A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informou que as investigações seguem em andamento e sob sigilo, para não comprometer as diligências. O secretário Maurício Martins reforçou que boatos podem prejudicar os trabalhos e ampliar o sofrimento da família. Até o momento, as pessoas ouvidas foram chamadas na condição de testemunhas, e nenhuma linha investigativa foi descartada oficialmente.
Com dois meses sem respostas concretas, o caso continua mobilizando Bacabal e região. A esperança de reencontrar Ágatha e Allan permanece viva entre familiares e moradores, que seguem atentos a qualquer pista. Enquanto a polícia avança nas apurações técnicas, a comunidade acompanha com expectativa cada novo desdobramento, aguardando que a investigação esclareça os fatos e traga respostas para um desaparecimento que ainda desafia as autoridades.





