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“Coisas ruins vão acontecer”: Diz Trump ao fazer alerta ao Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu um alerta contundente ao Irã durante a abertura de uma reunião em Washington, afirmando que o país precisa fechar um acordo significativo ou enfrentar consequências graves. Essa declaração, proferida na quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026, reflete a intensificação das tensões diplomáticas entre as duas nações, com Trump enfatizando que “coisas ruins vão acontecer” caso as negociações não avancem. O tom adotado pelo líder americano sugere uma postura de pressão máxima, alinhada com sua abordagem histórica em relação ao programa nuclear iraniano e questões de segurança regional.

As negociações em curso envolvem discussões indiretas sobre o acordo nuclear, conhecido como Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA), que Trump abandonou durante seu primeiro mandato. Agora, em seu retorno à Casa Branca, o presidente busca um pacto mais rigoroso, que inclua restrições ao desenvolvimento de mísseis balísticos e ao apoio iraniano a grupos militantes no Oriente Médio. Fontes indicam que as tratativas têm progredido, mas sem avanços decisivos, o que motivou o ultimato público de Trump, com uma possível decisão em até dez dias.

A reunião onde o alerta foi feito ocorreu no âmbito do recém-criado Conselho de Paz, uma iniciativa de Trump para coordenar esforços diplomáticos globais. Durante o evento, o presidente destacou a importância de um acordo “significativo” para evitar escaladas, mas não especificou as “coisas ruins” em detalhes, deixando espaço para interpretações que vão de sanções econômicas a ações militares. Analistas veem nisso uma estratégia de dissuasão, visando forçar Teerã a ceder em pontos chave sem recorrer imediatamente à força.

Do lado iraniano, a resposta foi imediata e firme, com autoridades declarando que o país não se submeterá a intimidações ou ameaças. O governo de Teerã reiterou seu compromisso com a soberania nacional e o direito ao desenvolvimento pacífico de tecnologia nuclear, acusando os EUA de adotarem uma política de coerção que mina a confiança mútua. Essa posição reflete a resiliência iraniana diante de pressões externas, fortalecida por alianças com potências como Rússia e China.

As implicações potenciais de um impasse são amplas, podendo afetar a estabilidade no Golfo Pérsico e os mercados globais de energia. Um fracasso nas negociações poderia levar a uma nova rodada de sanções unilaterais americanas, impactando o comércio internacional e elevando os preços do petróleo. Além disso, há preocupações com o risco de confrontos militares, dado o histórico de incidentes navais e ataques cibernéticos entre os dois países nos últimos anos.

Historicamente, as relações EUA-Irã sob a administração Trump foram marcadas por confrontos diretos, incluindo o assassinato do general Qasem Soleimani em 2020, que quase levou a uma guerra aberta. Essa bagagem torna o atual alerta ainda mais carregado, com Trump apostando em sua imagem de negociador duro para extrair concessões. No entanto, críticos argumentam que essa abordagem pode isolar os EUA diplomaticamente, afastando aliados europeus que preferem o diálogo multilateral.

Olhando para o futuro, o desfecho das negociações dependerá da flexibilidade de ambas as partes em um contexto de eleições regionais e pressões internas. Se um acordo for alcançado, poderia representar um marco na redução de tensões nucleares; caso contrário, o alerta de Trump pode se materializar em ações que redefinam o equilíbrio de poder no Oriente Médio, com repercussões globais imprevisíveis.

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