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Corpo de empresário desaparecido há mais de um mês é encontrado no DF

A notícia que tomou conta das conversas em Brazlândia nos últimos dias trouxe um sentimento difícil de explicar. O corpo do empresário Wander Silas Braz, de 44 anos, foi encontrado na quinta-feira, 26 de fevereiro, próximo a uma parada de ônibus no Incra 7, no Núcleo Rural Alexandre Gusmão. Ele estava desaparecido desde 16 de janeiro, quando saiu da casa onde morava com os pais e uma irmã, na M Norte, em Taguatinga, e não voltou mais.

A confirmação veio da própria família, que desde o início vinha mobilizando amigos, conhecidos e moradores da região em buscas e apelos nas redes sociais. Quem vive no Distrito Federal sabe como casos assim rapidamente ganham os grupos de WhatsApp e páginas locais, sempre com aquela esperança silenciosa de que a pessoa seja encontrada com vida.

Segundo informações apuradas pela coluna Na Mira, o corpo foi localizado em uma área próxima à estrada, em um ponto simples, desses onde o movimento é maior durante o dia e quase inexistente à noite. Exames realizados pela Polícia Civil do DF confirmaram a identidade de Wander.

O enterro está marcado para este domingo, 28 de fevereiro, no Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul. Amigos e familiares se organizam para prestar as últimas homenagens. Nas mensagens que circulam, o tom é de despedida e também de incredulidade.

Quando desapareceu, em meados de janeiro, nada parecia fora do comum. De acordo com parentes, ele agiu normalmente naquele dia. A única coisa que chamou atenção foi o fato de ter deixado a porta do quarto fechada, algo que não costumava fazer. Pode parecer um detalhe pequeno, mas, nessas horas, cada gesto passa a ser revisto mil vezes na memória.

Ao conseguirem entrar no quarto, os familiares encontraram uma pilha de objetos separados: ferramentas, carrinhos e livros. Tudo organizado e destinado aos dois filhos e a um dos irmãos. Também estavam lá os documentos pessoais e o celular, sem chip e com os dados apagados. Antes de excluir a conta no WhatsApp, Wander teria enviado mensagens pedindo desculpas para a namorada e para um dos filhos.

É impossível não se colocar no lugar dessa família. Imaginar o misto de confusão, tristeza e perguntas sem resposta. Pessoas próximas relataram que o empresário vinha enfrentando dificuldades financeiras e se mostrava abatido nos últimos tempos. Quem empreende no Brasil sabe o peso que dívidas e cobranças podem ter na rotina e na cabeça de alguém.

Wander deixa quatro filhos. Para eles, a dor ganha outra dimensão. Não é apenas a ausência física, mas tudo o que fica interrompido: planos, conversas, promessas simples do dia a dia. Em momentos assim, a cidade parece desacelerar. Nos comércios de Brazlândia, o assunto era um só. No bairro onde morava, em Taguatinga, vizinhos ainda tentam entender o que aconteceu.

Casos como esse também reacendem uma conversa necessária sobre saúde emocional e apoio em períodos de crise. Muitas vezes, quem está por perto percebe sinais de tristeza, mas não imagina a profundidade do que a pessoa está enfrentando. Falar sobre isso, buscar ajuda profissional e manter o diálogo aberto pode fazer diferença.

Neste domingo, no Campo da Esperança, a despedida será marcada por abraços apertados e silêncio respeitoso. Para a família, fica a missão de seguir em frente, sustentada pelas lembranças e pelo carinho que, segundo amigos, sempre fizeram parte da história de Wander.

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