Curiosidades

Disseram que era perigoso manter o bebê perto das gatas, mãe ignora e agora enfrenta outro ‘problema’

Quem tem pet em casa e descobre uma gravidez já sabe o que vem pela frente. Não demora muito para surgir aquele comentário atravessado: “E os animais, vai fazer o quê?”. É quase automático. A preocupação gira sempre em torno de higiene, alergias, segurança. Parece que, de repente, cães e gatos viram vilões da história.

Em Fortaleza, a influenciadora Emy Arnaud ouviu tudo isso quando estava à espera do pequeno Vinícius. Tutora de três gatos — Mavie, da raça Maine Coon, Liz, persa, e Theo, o clássico laranja cheio de personalidade — ela foi alertada por conhecidos de que manter os felinos por perto poderia ser arriscado.

Só que a realidade seguiu um roteiro bem diferente.

Antes mesmo do nascimento, os gatos já demonstravam curiosidade com a novidade. Investigavam o enxoval, se acomodavam no berço e pareciam testar cada cantinho preparado para o bebê. Quem via de fora poderia imaginar bagunça. Para Emy, era mais uma demonstração de que eles percebiam que algo estava mudando.

Quando Vinícius finalmente chegou em casa, no início de janeiro, o que se viu foi uma adaptação surpreendentemente tranquila. Nada de conflitos, nada de estresse. Pelo contrário. O bebê criou um vínculo quase imediato, principalmente com Mavie.

E aí surgiu o “problema” que ninguém tinha previsto.

Vinícius simplesmente não gosta de ficar longe da gata. Em vídeos publicados no dia 28 de janeiro, é possível ver os três gatos acomodados dentro do berço. O pai retira os felinos para que o bebê possa descansar melhor. Minutos depois, ao conferirem a babá eletrônica, lá está Mavie novamente, deitada ao lado do pequeno, como se estivesse cumprindo plantão.

A cena rendeu à gata um apelido carinhoso nas redes: “mãe bichológica”. E não é exagero. Segundo Emy, Mavie acompanha cada troca de fralda, observa as mamadas e aparece rapidamente sempre que o bebê demonstra qualquer incômodo. Uma espécie de supervisora silenciosa da rotina.

As imagens viralizaram e, como acontece na internet, as opiniões se dividiram. Muitos seguidores se encantaram com a lealdade e o cuidado dos animais. Outros levantaram questionamentos sobre pelos, possíveis alergias e doenças respiratórias.

Esse debate não é novo. Basta uma rápida busca nas redes sociais para encontrar fóruns de pais discutindo se devem ou não manter os pets após a chegada dos filhos. A dúvida é legítima. Afinal, todo mundo quer o melhor para o bebê.

Para ajudar a esclarecer, o pediatra conhecido como @drmmsped comentou nas publicações de Emy. Ele explicou que, quando os animais são saudáveis, vacinados e bem cuidados, não há impedimento para a convivência próxima. Segundo o médico, o contato com pets pode trazer benefícios importantes para o desenvolvimento infantil.

Estudos recentes apontam que crianças que crescem ao lado de animais tendem a apresentar menor incidência de alergias e asma no futuro. O sistema imunológico é estimulado desde cedo, aprendendo a lidar com diferentes estímulos do ambiente. Além disso, há ganhos afetivos e até neurológicos, relacionados ao vínculo e à construção da empatia.

No caso de Vinícius, fica evidente que o apego vai além da curiosidade infantil. Ele se acalma quando Mavie está por perto. Chora quando é afastado e relaxa assim que a gata retorna ao seu campo de visão. É quase como se, para ele, o mundo só estivesse completo com os três felinos ao redor.

Claro que cuidados são essenciais. Higiene, acompanhamento veterinário e supervisão constante fazem parte da rotina da família. Não se trata de deixar tudo ao acaso, mas de integrar com responsabilidade.

No fim das contas, a história de Emy mostra que o medo inicial pode dar lugar a algo bonito: uma convivência harmoniosa. Em vez de separar, a família escolheu adaptar. E, pelo que se vê, o pequeno Vinícius já decidiu — seus melhores amigos têm bigodes, patas macias e um lugar cativo ao lado dele.
 

CONTINUAR LENDO →
Mostrar mais