Dra. Anahy fala sobre o que a chocou no começo do Casos de Família: “Tapa na minha cara“

Dra. Anahy D’Amico, psicóloga renomada e presença constante no programa “Casos de Família” do SBT desde 2004, recentemente compartilhou uma reflexão impactante sobre suas experiências iniciais no programa. Em uma entrevista concedida a um portal de entretenimento, ela abriu o coração sobre os desafios emocionais que enfrentou ao ingressar na atração televisiva, destacando como o ambiente do estúdio contrastava drasticamente com sua rotina profissional habitual. Essa revelação veio à tona durante uma conversa franca, onde a especialista em relacionamentos familiares expressou o choque cultural e psicológico que marcou seus primeiros anos no programa.
O que mais assustou Dra. Anahy no início foi a intensidade extrema dos conflitos familiares apresentados nos episódios. Ela descreveu essa sensação como “um tapa na minha cara a cada gravação”, uma metáfora que ilustra o impacto visceral das histórias reais que chegavam ao palco. Diferentemente de um consultório controlado, onde as sessões são privadas e estruturadas, o programa expunha narrativas cruas e muitas vezes explosivas, envolvendo brigas, traições e abusos que ecoavam de forma amplificada pela dinâmica televisiva.
No consultório particular, Dra. Anahy atendia casais e famílias com problemas semelhantes, mas em um ritmo mais moderado e com foco na terapia individualizada. Ali, as questões eram tratadas com discrição e progressão gradual, permitindo que os pacientes processassem suas emoções sem a pressão de um público ou de câmeras. No entanto, ao se deparar com os casos do programa, ela percebeu uma gravidade maior, onde as disputas pareciam mais enraizadas e resistentes, desafiando suas expectativas como profissional.
Uma das observações mais marcantes da psicóloga foi a normalização de abusos por parte dos envolvidos. Muitos participantes justificavam comportamentos tóxicos de seus parceiros ou familiares, o que a deixava atônita e emocionalmente abalada. Essa tendência revelava padrões culturais profundos, como a aceitação de violência verbal ou emocional em nome da “unidade familiar”, algo que ela raramente via em sua prática clínica, onde os pacientes buscavam ativamente mudança e cura.
Ao longo dos anos, Dra. Anahy adaptou-se a esse cenário desafiador, transformando o choque inicial em uma oportunidade para educar o público sobre saúde mental e relacionamentos saudáveis. Sua participação no programa não só a tornou uma figura icônica da televisão brasileira, mas também ampliou seu alcance, permitindo que milhões de espectadores refletissem sobre suas próprias dinâmicas familiares. Essa evolução pessoal reflete a resiliência de uma profissional dedicada a promover o bem-estar emocional.
Apesar dos momentos difíceis, a psicóloga enfatiza o valor do programa em dar voz a histórias silenciadas, incentivando diálogos abertos sobre temas tabus. “Casos de Família” serve como um espelho da sociedade, expondo realidades que muitas vezes ficam escondidas atrás de portas fechadas, e Dra. Anahy credita a atração por ter ampliado sua compreensão da diversidade humana e das complexidades das relações interpessoais.
Em retrospectiva, a jornada de Dra. Anahy no “Casos de Família” ilustra como o entretenimento pode se entrelaçar com a psicologia para fomentar mudanças positivas. Sua honestidade ao revelar esses medos iniciais humaniza a figura do especialista, mostrando que até profissionais experientes podem ser surpreendidos pela profundidade das dores alheias. Essa narrativa continua a inspirar tanto colegas de profissão quanto o público, reforçando a importância da empatia e da persistência no campo da saúde mental.





