Empresário conhecido no Paraná morre e deixa dois filhos

Cascavel amanheceu mais silenciosa nesta terça-feira, 25 de março de 2026. A notícia da morte do empresário Genésio José Roegelin, aos 57 anos, se espalhou rápido e trouxe junto uma sensação difícil de descrever. Para muitos moradores da cidade, não era apenas mais uma perda — era a despedida de alguém bastante presente no dia a dia da comunidade.
Genésio era dono da Metalúrgica ABC, empresa conhecida na região e que, ao longo dos anos, ajudou a movimentar a economia local. Mas quem convivia com ele costuma dizer que sua história não se resumia ao trabalho. Havia ali um jeito simples de lidar com as pessoas, algo que não se aprende em curso nenhum.
Morador de Cascavel há cerca de 45 anos, ele construiu praticamente toda a sua trajetória na cidade. Viu o município crescer, mudar, se modernizar — e, de certa forma, fez parte disso. Não só como empresário, mas como alguém que participava, opinava e estava sempre por perto.
Nos últimos tempos, muita gente vem falando sobre o papel das pequenas e médias empresas no Brasil, principalmente em meio aos desafios econômicos que continuam sendo assunto frequente em 2026. Nesse contexto, histórias como a de Genésio ganham ainda mais peso. Ele representava aquele perfil de empreendedor que começou aos poucos, foi conquistando espaço e manteve raízes firmes na comunidade.
Além da vida profissional, Genésio também era bastante ligado à fé. Participava ativamente das atividades da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, no bairro Cancelli. Quem frequenta o local provavelmente já cruzou com ele em algum momento — seja em celebrações, encontros ou eventos organizados pela igreja. Era presença constante, do tipo que ajuda sem fazer alarde.
Ele deixa dois filhos, além de uma rede grande de amigos, colegas e conhecidos que hoje tentam lidar com a ausência repentina. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre as circunstâncias da morte, o que contribui para o clima de surpresa que tomou conta da cidade.
Nas redes sociais, as homenagens começaram ainda nas primeiras horas do dia. E não demorou para que mensagens cheias de lembranças pessoais surgissem. Uma amiga escreveu que teve o privilégio de ouvir suas histórias e destacou o quanto ele demonstrava alegria em viver. Já um colega resumiu em poucas palavras: trabalhador, honesto e uma pessoa admirável.
Esse tipo de mensagem, aliás, costuma dizer muito mais do que qualquer descrição formal. Porque vem carregado de experiências reais, de convivência, de momentos que só quem esteve perto consegue entender.
O velório está sendo realizado na Capela Master, no Centro de Cascavel, localizada na Rua do Rosário, 218. Desde cedo, o local recebe familiares e amigos que vão chegando aos poucos, muitos ainda tentando assimilar a notícia. O sepultamento está marcado para quarta-feira, dia 26, às 17h.
Em dias assim, a cidade parece diminuir o ritmo. As conversas mudam de tom, as pessoas ficam mais reflexivas. E, inevitavelmente, surge aquela sensação de que a vida é mesmo imprevisível.
Genésio parte deixando uma história construída com trabalho, fé e proximidade com as pessoas. Para quem fica, restam as lembranças — e, de certo modo, a continuidade de tudo aquilo que ele ajudou a construir ao longo dos anos.



