Exportações de ovos crescem 30,9% em janeiro

As exportações brasileiras de ovos registraram crescimento de 30,9% em janeiro, na comparação com o mesmo período do ano anterior, sinalizando um início de ano positivo para o setor avícola. O avanço expressivo reforça o papel estratégico do Brasil no fornecimento de proteínas ao mercado internacional e evidencia a competitividade da cadeia produtiva nacional. O resultado foi impulsionado pelo aumento da demanda externa, pela estabilidade sanitária do país e por condições cambiais favoráveis às vendas internacionais.
De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o volume exportado no primeiro mês do ano apresentou crescimento consistente tanto em ovos in natura quanto em produtos processados. A entidade ressalta que o desempenho reflete o esforço contínuo do setor em diversificar mercados e ampliar o valor agregado das exportações. A expansão também demonstra a capacidade dos produtores brasileiros de atender padrões internacionais de qualidade e segurança alimentar.
Entre os principais destinos das exportações estão países da América Latina, do Oriente Médio e da África. Em algumas dessas regiões, a oferta local de ovos foi impactada por desafios sanitários ou restrições produtivas, abrindo espaço para fornecedores estrangeiros. Nesse cenário, o Brasil se destacou por sua estrutura produtiva consolidada e pelo controle rigoroso de doenças avícolas, supervisionado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. O cumprimento de protocolos sanitários e exigências técnicas fortalece a imagem do país como parceiro comercial confiável.
O câmbio também desempenhou papel relevante no crescimento das exportações. A valorização do dólar frente ao real tornou o produto brasileiro mais competitivo no exterior, ampliando margens de negociação. Além disso, a reorganização das cadeias globais de suprimentos alimentares, ainda impactadas por eventos climáticos extremos e tensões geopolíticas, tem levado importadores a buscar fornecedores com maior previsibilidade e capacidade produtiva, características associadas ao agronegócio brasileiro.
No plano interno, o setor avícola investiu significativamente em modernização tecnológica. A automação de processos nas granjas, desde a coleta até a classificação e embalagem dos ovos, contribuiu para ganhos de eficiência e padronização. Produtores também têm ampliado investimentos em rastreabilidade, certificações internacionais e sustentabilidade ambiental, fatores cada vez mais valorizados por compradores globais. Esse conjunto de medidas fortalece a inserção do produto brasileiro em mercados mais exigentes.
Apesar do desempenho positivo nas exportações, o mercado doméstico continua sendo prioridade para os produtores. O consumo interno de ovos permanece elevado, especialmente em um contexto de preços mais altos de outras proteínas, como carne bovina e suína. O desafio do setor é equilibrar a ampliação das vendas externas com a manutenção do abastecimento interno, evitando pressões excessivas sobre os preços ao consumidor brasileiro.
Especialistas avaliam que, se a tendência de crescimento for mantida ao longo do ano, o Brasil poderá consolidar ainda mais sua posição entre os principais exportadores globais de ovos. A combinação de produtividade elevada, rigor sanitário e competitividade cambial cria um ambiente favorável à expansão contínua do setor.
Em síntese, o aumento de 30,9% nas exportações de ovos em janeiro não apenas representa um dado positivo isolado, mas também indica a solidez e a capacidade de adaptação da avicultura brasileira. O resultado reforça o protagonismo do país no comércio internacional de alimentos e evidencia o potencial de crescimento sustentável do setor ao longo de 2026.





